Guerras nascem da 'idolatria do dinheiro', diz Papa em Mônaco

Pontífice encerrou viagem ao principado com missa para 15 mil fiéis

28 mar 2026 - 13h22

O papa Leão XIV afirmou neste sábado (28), em visita ao Principado de Mônaco, que os conflitos que "ensanguentam" o mundo são frutos da "idolatria do poder e do dinheiro".

    A declaração foi dada em uma uma missa para cerca de 15 mil fiéis no Estádio Louis II, último compromisso oficial da inédita viagem de um dia do pontífice à Cidade-Estado, que tem o catolicismo como religião oficial.

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    "As guerras que ensanguentam o nosso presente são fruto da idolatria do poder e do dinheiro. Cada vida ceifada é uma ferida no corpo de Cristo. Não nos habituemos ao rumor das armas e às imagens da guerra", disse Robert Prevost em sua homilia.

    Segundo o Papa, a paz não pode ser considerada um "mero equilíbrio de forças", mas sim uma "obra de corações purificados, de quem vê no outro um irmão a proteger, e não um inimigo a abater".

    "Ainda hoje, quantos planos são traçados no mundo para matar inocentes; quantas falsas razões são alegadas para os eliminar!", acrescentou.

    Para o líder católico, "libertar-se dos ídolos" significa deixar para trás "um poder que se tornou domínio, a riqueza que se degenera em cobiça e a beleza disfarçada de vaidade".

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    Essa é a primeira vez na história moderna que um pontífice visita Mônaco e também é a segunda viagem internacional de Leão XIV desde que assumiu o trono de Pedro, em maio do ano passado.

    Durante o sábado, o Papa se reuniu com autoridades políticas e religiosas do principado, alertando para o "abismo entre ricos e pobres" no mundo, e também discursou para jovens e catecúmenos. .

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