Guerra no Irã faz BCE manter taxas de juros inalteradas

Instituição prevê impactos de conflito na inflação em curto prazo

19 mar 2026 - 10h43
(atualizado às 10h51)

O Banco Central Europeu (BCE) manteve inalteradas as taxas de juros na zona do euro pela sexta reunião seguida, diante da perspectiva de impactos "relevantes" da guerra no Irã sobre a inflação em curto prazo.

Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt
Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Com isso, a taxa sobre depósitos continua em 2%; a taxa de refinanciamento, em 2,15%; e a taxa sobre empréstimos marginais, em 2,40%.

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Em comunicado, a instituição afirmou que "a guerra no Oriente Médio tornou as perspectivas significativamente mais incertas, criando riscos de alta para a inflação e riscos de baixa para o crescimento econômico".

Segundo a nota, o conflito "terá um impacto material na inflação de curto prazo por meio do aumento dos preços da energia". "Suas implicações a médio prazo dependerão tanto da intensidade e duração do conflito quanto de como os preços da energia afetarão os preços ao consumidor e a economia", acrescentou o BCE.

Ainda assim, o Banco Central Europeu assegurou que está "bem posicionado para navegar nessa incerteza". "A inflação tem se mantido em torno da meta de 2%, e as expectativas de inflação de longo prazo estão bem ancoradas", disse.

O BCE projeta inflação de 2,6% na zona do euro em 2026, contra 1,9% da previsão de dezembro, de 2% em 2027 (antes era 1,8%) e de 2,1% em 2028 (antes era 2%).

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Já o crescimento da economia é estimado em 0,9% para este ano, 1,3% para o próximo e 1,4% para o seguinte. As projeções anteriores para o produto interno bruto (PIB) da eurozona eram de 1,2% em 2026, 1,4% em 2027 e 1,4% em 2028.

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