Guarda Costeira dos EUA intercepta navio de carga que transportava combustível para Cuba, diz NYT

2 out 2026 - 10h54
Resumo
A Guarda Costeira dos EUA interceptou no Mar do Caribe o navio "Grace", que transportava combustível para Cuba após tentar burlar o bloqueio com táticas de "frota oculta". A ação integra a estratégia do governo Trump de asfixiar o fornecimento de petróleo à ilha para forçar uma mudança de regime. Sob forte embargo e patrulhamento marítimo, Cuba enfrenta apagões e escassez crítica, agravados pela interrupção do envio de combustíveis que eram tradicionalmente fornecidos por Venezuela e México.

A Guarda Costeira ‌dos EUA interceptou um grande navio de carga que transportava combustível com destino a Cuba, enquanto o embargo petrolífero devastador imposto pelo governo Trump contra a nação ⁠insular continua, informou o New York Times ‌nesta sexta-feira.

A embarcação de 91 metros de comprimento, chamada "Grace", foi interceptada no ‌Mar do Caribe, entre Cuba ‌e o México, em 5 ⁠de setembro, após utilizar manobras da "frota oculta" na tentativa de escapar das autoridades, segundo a reportagem, citando um comunicado da Guarda Costeira.

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A Guarda Costeira não respondeu imediatamente a ‌um pedido de comentário.

O governo Trump declarou ‌abertamente que ⁠seu objetivo ⁠é mudar o governo de Cuba. Um bloqueio de ⁠petróleo imposto ‌pelos EUA no ‌início deste ano colocou o país sob forte pressão, já que ele enfrenta escassez de combustível e apagões agravados ⁠pela infraestrutura precária.

Os embarques de petróleo dos fornecedores tradicionais de Cuba, Venezuela e México, cessaram abruptamente depois que os EUA destituíram o ‌presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro. Navios da Guarda Costeira dos EUA patrulham as ⁠águas ao largo de Cuba, enquanto sanções e ameaças têm dissuadido os petroleiros de sequer zarpar.

Não ficou claro qual era a quantidade de combustível que o "Grace" transportava, informou o Times.

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Autoridades da Guarda Costeira não revelaram como sabiam que o combustível se dirigia a Cuba, mas afirmaram que a avaliação se baseou em informações de inteligência, segundo a reportagem.

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