Governo Lula revoga visto de assessor de Donald Trump

Medida é resposta à revogação do visto do ministro da Saúde brasileiro

13 mar 2026 - 13h54
(atualizado às 14h27)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (13) que proibiu a entrada no Brasil de um assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja visita estava prevista para a próxima semana.

Decisão foi anunciada pelo presidente Lula em evento no Rio
Decisão foi anunciada pelo presidente Lula em evento no Rio
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Trata-se de Darren Beattie, assessor sênior para Assuntos Brasileiros no Departamento de Estado dos EUA, que, ao anunciar sua visita, afirmou que pretendia se reunir com o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente cumprindo pena de 27 anos de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado.

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O anúncio foi feito pelo presidente brasileiro, acompanhado de seu ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a inauguração das obras de um hospital no Rio de Janeiro.

Segundo Lula, a decisão de barrar a entrada do assessor norte-americano é uma medida de reciprocidade após os Estados Unidos revogarem o visto de Padilha, impedindo-o de viajar a Nova York em setembro passado para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

"Eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado", enfatizou o petista, em referência à suspensão do visto de Padilha e sua família no segundo semestre de 2025, em meio às sanções de Trump contra o Brasil.

Conforme noticiado pela imprensa brasileira, Beattie havia solicitado inicialmente o visto por meio do Departamento de Estado, junto ao Consulado-Geral do Brasil em Washington, alegando que participaria de um fórum sobre minerais críticos e de reuniões oficiais com o governo Lula. Na ocasião, porém, nenhum encontro estava agendado.

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Além disso, somente após a obtenção do visto que a defesa comunicou oficialmente a intenção de Beattie de visitar Bolsonaro na prisão.

Para autoridades da administração Lula, o assessor norte-americano teria agido de má-fé e ocultado o verdadeiro motivo de sua viagem ao Brasil, uma vez que passou a solicitar reuniões com representantes do governo brasileiro apenas depois de encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos de alteração de data para visitar Bolsonaro na Papudinha.

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