Governo do Iêmen apoiado pela Arábia Saudita faz operação contra separatistas apoiados pelos Emirados Árabes Unidos

2 jan 2026 - 09h05

O governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, lançou na sexta-feira o que chamou de operação pacífica para retomar posições militares dos separatistas do sul apoiados pelos ‌Emirados Árabes Unidos que, por sua vez, disseram que sete ataques aéreos sauditas ‌ocorreram desde a declaração.

O governador da província de Hadramout, no Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, anunciou a ação, que marca a mais recente escalada no Iêmen, onde uma divisão entre as potências do Golfo, Arábia Saudita e Emirados Árabes ‍Unidos, que apoiam lados opostos, vem ocorrendo desde dezembro.

Publicidade

Uma autoridade de alto escalão do Conselho de Transição do Sul, apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, disse à Reuters que a operação da Arábia Saudita não foi ‌pacífica.

"A Arábia Saudita conscientemente enganou a comunidade internacional ao anunciar ‌uma operação pacífica que eles nunca tiveram a intenção de manter pacífica", afirmou Amr Al Bidh em um comunicado.

"Isso foi evidenciado pelo fato de que eles lançaram sete ataques aéreos minutos depois", disse ele.

A Arábia Saudita não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre os ataques aéreos.

Publicidade

Outrora pilares gêmeos da segurança regional, os dois pesos pesados do Golfo viram seus interesses divergirem em tudo, desde cotas de petróleo até influência geopolítica.

Na última semana, os Emirados Árabes Unidos disseram que estavam retirando suas forças restantes do Iêmen depois que a Arábia Saudita apoiou um pedido para que as forças deixassem o país em 24 horas, em uma das mais severas divergências entre as duas potências petrolíferas do Golfo a ocorrer em público.

A medida aliviou brevemente as tensões, mas as divergências entre os vários grupos no Iêmen persistiram ‌desde então.

Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos são importantes participantes do grupo de exportadores de petróleo da Opep, e qualquer desacordo entre eles poderia prejudicar o consenso sobre a produção de petróleo.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações