Um homem australiano, de 46 anos, pode ser condenado à morte na Tailândia por assassinar uma jovem de 17 anos, colocá-la dentro de uma mala e descartar o corpo em uma região próxima a trilhos de trem.
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De acordo com o The Independent, os parentes da jovem encontraram o acusado pela primeira vez em uma audiência nesta segunda-feira, 12, no Tribunal Provincial de Pattaya, e solicitaram à Corte que, se ele for considerado culpado pelo crime, seja condenado à morte.
O que aconteceu
Tudo começou há alguns dias, quando o corpo de uma jovem de 17 anos foi encontrado dentro de uma mala, perto de trilhos de trem, em uma área deserta da cidade de Pattaya.
A polícia local investigou o caso e deteve o australiano após imagens de segurança mostrarem a adolescente entrando em um condomínio com Carman e o australiano saindo sozinho, depois, com uma mala grande.
Preso preventivamente, ele foi acusado de homicídio, conduta indecente contra menor e ocultação de cadáver. Inicialmente, Carman negou as acusações e alegou legítima defesa. Porém, ao saber da existência das imagens, indicou que se declararia culpado apenas pela ocultação do corpo da jovem.
Nesta segunda-feira, 12, o acusado teve o primeiro encontro com a família da vítima, que solicitou a pena de morte para o australiano. Na última sexta-feira, 9, a família já havia pedido uma indenização de 1,65 milhão de baht a Carman.
Em entrevista ao The Independent, Miruntree Thanachai, tia da adolescente, disse que os parentes querem a execução dele porque perderam "uma pessoa importante" da família. O pai, por sua vez, contestou a versão de legítima defesa apresentada pelo acusado. "Ele alegou legítima defesa, mas isso não é, porque, se foi legítima defesa, como os dentes da minha filha caíram?", disse Tongchai Donhomla.
"Quero a pena de morte, mas não há nada que eu possa fazer. Quero que a lei puna ao máximo", encerrou o pai. Na Tailândia, a pena de morte é possível em caso de condenação por homicídio premeditado.