O ex-deputado dos EUA David Rivera foi condenado a 10 anos de prisão por lobby ilegal a favor da Venezuela. Segundo a Justiça de Miami, ele recebeu US$ 20 milhões de uma estatal petrolífera venezuelana em 2017 para pressionar autoridades americanas a abrandarem sanções contra o governo de Nicolás Maduro, violando a lei ao não se registrar como agente estrangeiro. A defesa alegou inocência, afirmando que o republicano atuava, na verdade, para ajudar a oposição a destituir o líder venezuelano.
O ex-deputado federal dos Estados Unidos David Rivera foi condenado, nesta sexta-feira, a 10 anos de prisão por exercer pressão ilegal sobre autoridades norte-americanas para que diminuíssem a pressão sobre o governo do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro.
Rivera, um republicano que representou o sul da Flórida na Câmara dos Deputados dos EUA de 2011 a 2013, foi condenado em maio por exercer pressão sobre autoridades norte-americanas em nome da Venezuela em 2017 sem se registrar como lobista estrangeiro, conforme exigido pela Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (Fara).
A sentença foi proferida pela juíza federal Melissa Damian em uma audiência no tribunal federal de Miami.
Os promotores do Ministério Público Federal de Miami haviam instado Damian a impor uma "pena de prisão significativa". Eles afirmaram que Rivera agiu em nome de um "governo estrangeiro hostil" e recebeu US$20 milhões da subsidiária norte-americana da empresa estatal de petróleo da Venezuela.
Rivera, de 61 anos, se declarou inocente, e seus advogados afirmaram que ele deveria ser poupado da pena de prisão. Eles argumentaram que ele vinha trabalhando para ajudar a oposição venezuelana a destituir Maduro do poder, e não para beneficiar seu governo.
Rivera foi indiciado em 2022, durante o governo do presidente democrata Joe Biden, e os advogados de defesa observaram que o presidente republicano Donald Trump tem dado menos ênfase aos casos relacionados à Fara desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2025.