A República Democrática do Congo enfrenta o pior surto de Ebola de sua história, somando mais de 4 mil mortes e 8 mil casos. Causada pela cepa Bundibugyo, que não possui vacina ou tratamento específico, a doença se propaga em ritmo recorde, gerando uma morte a cada meia hora segundo a ONU. O avanço da epidemia é agravado pela precariedade da saúde local e pela instabilidade causada por grupos armados, tornando este o segundo maior surto global já registrado após a crise na África Ocidental.
A epidemia de Ebola já provocou mais de 4 mil mortes entre os mais de 8 mil casos confirmados na República Democrática do Congo (RDC), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (2) pelas autoridades congolesas.
O país africano enfrenta o pior surto da doença em sua história, superando o registrado entre 2018 e 2020.
A atual crise fica atrás apenas da epidemia de Ebola que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, quando mais de 28,6 mil pessoas foram infectadas e mais de 11 mil morreram na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.
Em 15 de maio, após um atraso de várias semanas, a RDC declarou oficialmente seu 17º surto de Ebola. A doença, no entanto, já circulava havia semanas em regiões do norte e do leste do país, áreas marcadas pela instabilidade, pela presença de grupos armados e por uma infraestrutura de saúde precária.
Desde então, a disseminação do vírus tem dificultado as ações de prevenção, atendimento e controle da doença. A Organização das Nações Unidas afirmou recentemente que este é o surto de Ebola de propagação mais rápida já registrado, com uma morte a cada 30 minutos na RDC.
A atual epidemia é provocada pela cepa Bundibugyo, que é transmitida pelo contato com fluidos corporais e pode causar febre hemorrágica. Não há, até o momento, vacina ou tratamento específico para essa variante. .