Polícia faz “descoberta significante” em casa de copiloto

A polícia afirmou que entre os achados não existe nenhuma espécie de “carta de suicídio”

27 mar 2015 - 09h00
(atualizado às 09h01)
Os investigadores estão se concentrando em investigar o lado pessoal, familiar, além do ambiente profissional do copiloto
Os investigadores estão se concentrando em investigar o lado pessoal, familiar, além do ambiente profissional do copiloto
Foto: Kai Pfaffenbach / Reuters

A polícia da Alemanha fez uma busca por pistas na casa do copiloto Andreas Lubitz que teria causado de forma deliberativa a queda do avião da Germanwings, matando a si mesmo e os outros 149 a bordo nesta terça-feira. Segundo o The Independent, os oficiais fizeram descobertas “significantes” no local.

O apartamento de Lubitz fica em Montabaur, nos arredores de Düsseldorf. No local, os oficiais pegaram diversos itens para testes - mas confirmaram que entre os achados não existe nenhuma espécie de “carta de suicídio”. Detetives também foram vistos carregando caixas e sacos azuis - incluindo um computador – de uma propriedade em Montabaur que parece ser a casa dos pais de Lubitz.

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Policiais deixam o apartamento de Andreas Lubitz com caixas com pertences do copiloto
Foto: Martin Meissner / AP

Os investigadores estão se concentrando em investigar o lado “pessoal, familiar”, além do ambiente profissional do copiloto, numa tentativa de determinar por que ele trancou o capitão para fora da cabine e redefiniu o piloto automático que o avião descesse em direção às montanhas dos Alpes franceses.

Autoridades francesas e alemãs disseram que não havia nenhuma evidência de que Lubitz fosse terrorista. De acordo com o jornal alemão Bild, Lubitz estaria passando por uma “crise na vida pessoal”, enquanto o jornal Der Spiegel afirmou que teria feito uma pausa no treinamento por causa de uma depressão.

Um investigador carrega sacolas contendo objetos encontardos na casa da família do copiloto Andreas Lubitz em Montabaur, na Alemanha,em 26 de março
Foto: Michael Probst / AP

Apesar disso, amigos e conhecidos o descreveram como um homem jovem "afável" que nunca tinha dado nenhum sinal de intenção a prejudicar a si e outras pessoas.

Klaus Radke disse à Associated Press que encontrou o amigo no outono passado, quando ele tinha retornado para renovar sua licença.

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“Ele parecia muito entusiasmado com sua carreira. Eu não consigo me lembrar de nada que indicasse algo errado com ele”, afirmou.

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Fonte: Terra
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