O Ministério da Defesa da Rússia anunciou, nesta segunda-feira, 4, um cessar-fogo de dois dias na guerra contra a Ucrânia para marcar o aniversário da derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, entre os dias 8 e 9 de maio.
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, usou as redes sociais na tarde desta segunda para responder ao anúncio. Segundo ele, não houve nenhum apelo oficial à Ucrânia, mas antecipou a proposta de trégua para esta quarta-feira, 6, e afirmou que o país agirá de forma recíproca a partir desse momento.
“Acreditamos que a vida humana é muito mais valiosa do que qualquer ‘comemoração’ de aniversário. Nesse sentido, anunciamos um regime de cessar-fogo a partir das 00h00 da noite de 5 para 6 de maio. No tempo que resta até esse momento, é viável garantir que o silêncio entre em vigor. Agiremos de forma recíproca a partir desse momento”, escreveu Zelensky em sua conta no X.
O presidente ucraniano também fez um apelo pelo fim da guerra. “É hora de os líderes russos tomarem medidas concretas para encerrar o conflito, especialmente porque o Ministério da Defesa da Rússia acredita que não pode realizar um desfile em Moscou sem a boa vontade da Ucrânia”, concluiu.
Mais cedo, o Ministério da Defesa russo informou que as Forças Armadas do país adotarão todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos eventos festivos. “Com a declaração do cessar-fogo, a Rússia espera que o lado ucraniano siga seu exemplo”, afirmou o governo russo.
O governo da Rússia também ameaçou retaliar caso a Ucrânia realize ataques durante as comemorações. “O Ministério da Defesa russo tomou nota da declaração feita pelo chefe da Ucrânia na Armênia, que contém ameaças de atacar a Rússia em 9 de maio. Caso a Ucrânia tente levar adiante seus planos criminosos de atrapalhar as comemorações do Dia da Vitória, as Forças Armadas russas lançarão um ataque de retaliação contra o centro de Kiev”, informou o comunicado.
O Ministério citou ainda episódios em que teria evitado atacar o centro de Kiev por razões humanitárias para justificar a necessidade do cessar-fogo durante as celebrações.