EUA levantam possibilidade de ataques conjuntos contra grupos armados colombianos

13 ago 2026 - 08h58
(atualizado às 09h59)

O secretário ‌de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, levantou na quarta-feira a possibilidade de ataques conjuntos contra grupos armados colombianos, ao dar as boas-vindas ao país a uma coalizão antinarcóticos liderada por militares, após a posse do presidente conservador na semana passada.

A Colômbia autorizou "operações militares conjuntas para destruir ⁠terroristas e redes terroristas", afirmou Hegseth em uma reunião da Coalizão ‌das Américas contra os Cartéis, liderada pelos EUA, no Panamá.

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"Sim", respondeu ele quando questionado se havia discutido com seu homólogo colombiano ataques ‌conjuntos contra grupos armados como o Exército ‌de Libertação Nacional (ELN), que os EUA classificam como grupo terrorista, ⁠e remanescentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

"Organizações designadas como terroristas, em parceria com governos aliados, serão alvos legítimos do governo dos Estados Unidos", incluindo a Colômbia, disse Hegseth quando questionado se tais operações eram esperadas.

A política do presidente Donald Trump para a América Latina se ‌expandiu drasticamente, indo além de seu foco inicial no Canal do Panamá.

Mais ‌de 200 pessoas foram ⁠mortas desde o ⁠início dos ataques militares dos EUA contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas ⁠em setembro passado, enquanto uma operação ‌de comando liderada pelos ‌EUA em janeiro depôs Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

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Críticos afirmam que os ataques dos EUA constituem crimes de guerra passíveis de julgamento pelo Tribunal Penal Internacional, mas Hegseth criticou duramente a organização ⁠e encorajou os aliados da coalizão presentes na reunião no Panamá a se retirarem dela.

Ele comparou os traficantes de drogas aos terroristas da Al-Qaeda ou do Estado Islâmico.

Em discurso em um hotel na Cidade do Panamá, Hegseth invocou uma ‌versão atualizada da Doutrina Monroe, a política do século 19 que afirma a primazia dos EUA nas Américas e que os críticos ⁠associam a décadas de intervenção norte-americana.

Ele a chamou de "Doutrina Donroe" — um trocadilho com o nome de Trump.

"Defenderemos nosso hemisfério contra ameaças externas", incluindo narcotraficantes e influências malignas estrangeiras, disse Hegseth.

As promessas do presidente colombiano Abelardo De La Espriella de uma repressão em matéria de segurança foram saudadas pelo governo Trump, que anunciou na sexta-feira planos para fornecer US$1 bilhão em assistência de segurança dos EUA ao governo colombiano.

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Durante seu discurso de posse na sexta-feira, De La Espriella prometeu "erradicar definitivamente o flagelo das culturas ilícitas" e se comprometeu a aderir também ao programa "Escudo das Américas", fundado por Trump.

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