EUA fazem acordo de até US$58,6 bi envolvendo mísseis Patriot

29 jul 2026 - 20h10
(atualizado às 21h01)

O Exército dos Estados ‌Unidos concedeu à Lockheed Martin um contrato de até US$58,6 bilhões para a produção de mísseis interceptadores Patriot, informou o Pentágono nesta quarta-feira.

Os EUA têm fornecido grandes quantidades de armas a aliados ao mesmo tempo em que utilizam munições em suas próprias operações militares ⁠no Irã, o que gera preocupações quanto aos estoques de armas ‌de defesa aérea e de precisão.

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O anúncio converte um contrato anterior de um ano, no valor de US$4,7 bilhões, assinado em abril, ‌em um acordo preliminar de sete ‌anos, criando um plano de aquisição plurianual para os mísseis Patriot do ⁠ano fiscal de 2026 até 2032, informou o Exército.

Os negociadores do Pentágono estão pressionando as empresas contratadas a agirem com muito mais rapidez, tendo os acordos provisórios de produção firmados no início deste ano como ponto central dos esforços para aumentar a produção de ‌mísseis.

O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, também tem aumentado constantemente a ‌pressão sobre as empresas ⁠do setor bélico ⁠para que priorizem a produção em detrimento de pagamentos aos acionistas. Trump assinou ⁠uma decreto em janeiro para ‌identificar empresas contratadas consideradas ‌com desempenho insatisfatório em contratos governamentais, ao mesmo tempo em que continuam a distribuir lucros a investidores.

Executivos do setor acolheram os acordos de produção, mas afirmaram que o Congresso dos EUA ⁠deve primeiro aprovar o financiamento antes que as empresas possam investir mais fortemente em componentes e capacidade de produção.

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A Lockheed Martin afirmou que o financiamento permitirá triplicar a capacidade de produção do PAC-3 MSE até o final de ‌2030 e aumentar em 50% o número de empregos em fábrica em Camden, Arkansas, passando de 1.200 para cerca de 1.850.

O PAC-3 ⁠MSE é um interceptador do tipo "hit-to-kill" (colisão para destruição) utilizado no sistema de defesa aérea Patriot para combater mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e aeronaves.

A Lockheed Martin informou que está investindo de US$ 8 bilhões a US$ 9 bilhões até 2030 para modernizar mais de 20 instalações nos EUA, incluindo novos centros de munições no Alabama e no Arkansas.

O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, com sede em Washington, estimou nesta semana que as Forças Armadas dos EUA têm menos de 1.000 interceptores Patriot em estoque e menos de 250 interceptores THAAD — dois sistemas-chave de defesa aérea. Ambos têm sido amplamente utilizados recentemente no Oriente Médio.

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