De acordo com a agência oficial de notícias WAM, um dos navios da empresa foi atingido por um míssil na manhã de sábado, mas a situação "estava sob controle". O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou o que chamou de "ataque hostil do Irã" contra a embarcação. Nenhum detalhe foi divulgado sobre o petroleiro, sua carga ou possíveis danos, e não houve registro de feridos.
Ainda neste sábado, outro navio foi atingido por um "projétil" no estreito de Ormuz, alertou a agência marítima britânica UKMTO, sem especificar a origem do ataque. "Uma fonte informou que um navio foi atingido por um projétil de origem desconhecida, provocando um incêndio que foi controlado", afirmou a organização em comunicado. "Não foram relatados impactos ambientais. A tripulação está sã e salva", acrescentou a UKMTO.
A República Islâmica controla a passagem marítima desde a retomada dos confrontos com os Estados Unidos no início de julho e tem atacado regularmente navios que transitam pela região sem sua autorização. Teerã afirma que pretende, no futuro, cobrar taxas pela passagem. Os Estados Unidos e outros países se opõem à medida.
Irã negocia com Omã
As negociações entre Irã e Omã, cujo litoral margeia o estreito, "estão se aproximando da fase final", declarou neste sábado o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. Segundo Araqchi, os dois países analisam uma rota marítima temporária enquanto são resolvidas as questões técnicas e jurídicas relacionadas à criação de uma rota permanente.
Teerã afirma ter chegado a um entendimento com Mascate sobre um trajeto para a passagem de embarcações, mas, segundo o chanceler iraniano, há "problemas técnicos" que devem ser resolvidos. O ministro ressaltou, porém, que a conclusão das negociações "não significa, obviamente, que o estreito de Ormuz será reaberto".
Segundo ele, ainda há "condições e compensações" a serem discutidas devido às supostas "violações" do memorando de entendimento firmado em junho com os Estados Unidos. Washington, por sua vez, impôs um bloqueio aos portos iranianos.
A Guarda Revolucionária do Irã afirma que a reabertura do estreito não está relacionada às negociações entre o Irã e Omã. "O inimigo é obrigado a aceitar as condições do Irã para a abertura do estreito e a se abster de interferir, como faz atualmente, nas negociações em curso entre o Irã, Omã e outros países", acrescentaram. Antes do início do conflito, cerca de um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos passava pelo estreito de Ormuz.
Com agências