'Democracia e multilateralismo venceram', diz UE após vitória de Lula

Vários líderes europeus reagiram à vitória de Lula. O Brasil, ao contrário de países como Argentina, Chile e Colômbia, não acompanhou a recente guinada à direita observada em parte da América Latina e permanece como um dos principais redutos progressistas da região.

26 out 2026 - 06h52
Resumo
Líderes mundiais celebraram a reeleição de Lula, destacando a vitória da democracia e o fortalecimento do multilateralismo. Representantes da União Europeia, França, Espanha, Índia e China manifestaram apoio à continuidade das parcerias estratégicas. Na América Latina, a reação foi ampla: governantes de esquerda comemoraram o avanço progressista, enquanto figuras da direita regional defenderam a cooperação mútua para enfrentar desafios comuns e promover a integração do continente.

"A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao comemorar a vitória de seu "amigo" Lula. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu o fortalecimento da amizade entre os dois países "a serviço de um mundo mais justo" diante dos "grandes desafios do nosso tempo". "A França e o Brasil têm muito a construir juntos", escreveu o presidente francês na rede X. 

Vitória do progressismo moderado

"Uma grande vitória de Lula! O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha. A virada do progressismo mundial acaba de começar", escreveu o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, na rede X, após a reeleição do presidente brasileiro, que havia ficou atrás do conservador Flávio Bolsonaro no primeiro turno. 

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O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, saudou a vitória "exemplar" de seu "querido amigo" e disse esperar aprofundar ainda mais a parceria estratégica entre Índia e Brasil. "Juntos, continuaremos fortalecendo nossa cooperação em diversos setores e avançando nas prioridades comuns do Sul Global", afirmou Modi na rede X. 

"Desejo sinceramente que você continue avançando com determinação rumo ao futuro para o Brasil que sempre idealizou", declarou o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung. 

Já Pequim afirmou estar disposta a ampliar a cooperação com o Brasil. "A China está pronta para trabalhar com o Brasil para continuar construindo um futuro compartilhado", declarou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês. 

Reações na América Latina

Entre os cada vez mais raros líderes de esquerda da América Latina, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, comemorou a vitória de Lula na rede X. "Viva a democracia. Foi o povo brasileiro quem venceu. Parabéns, presidente Lula!

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"Querido irmão Lula, felicito você, em nome do governo e do povo cubanos, por esta vitória histórica, que garante a continuidade do caminho da paz, da soberania e da justiça social", escreveu Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, nas redes sociais.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirmou, em comunicado, que "o povo brasileiro deu uma demonstração inequívoca de compromisso cívico e democrático",e reafirmou a disposição de manter os laços históricos de vizinhança e cooperação com o Brasil.

Entre os líderes de direita da região, o presidente chileno, José Antonio Kast, aliado dos Bolsonaro, afirmou ter enviado suas felicitações a Lula. "Chile e Brasil têm muito em comum para construir no futuro", disse ele. 

A líder da direita peruana, Keiko Fujimori, reafirmou na rede social X "a vontade de fortalecer a aliança estratégica, a integração, a cooperação e o desenvolvimento sustentável da Amazônia que compartilhamos, em benefício de nossos dois povos".

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Já o presidente equatoriano, Daniel Noboa, afirmou que "a região tem inimigos em comum, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos."

Na Argentina, Javier Milei ainda não havia se manifestado até a manhã desta segunda-feira. Já a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) parabenizou seu "companheiro presidente" na rede social X. Lula visitou Kirchner em Buenos Aires em 2025.

Segundo ela, o presidente brasileiro, "soube despertar em seus compatriotas o desejo e a vontade de vencer essa batalha". Cristina Kirchner cumpre pena de seis anos de prisão domiciliar e está proibida de disputar eleições devido a uma condenação por fraude em contratos públicos durante seus governos.

RFI com agências

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