O copiloto Hammam Al-Hammami tentou sequestrar um voo da FlyDubai para realizar um ataque suicida contra o aeroporto de Tel Aviv, inspirado no 11 de Setembro. Ele esfaqueou o comandante durante a viagem, mas acabou contido por tripulantes e passageiros. A aeronave pousou em segurança na Arábia Saudita. Autoridades de Dubai e de Israel apontam o caso como um ato terrorista premeditado; o agressor alega ter agido sozinho, mas as investigações continuam.
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos informaram que o copiloto Hammam Al-Hammami, que tentou sequestrar recentemente uma aeronave da companhia aérea FlyDubai, tinha como objetivo realizar um ataque suicida contra o Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv.
O procurador-geral de Dubai, Hamad Saif Al Shamsi, declarou que o homem afirmou ter agido de forma isolada, além de ter se inspirado nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
"Ele alegou ter agido sozinho, sem a participação de cúmplices", pontuou o procurador, ressaltando que as investigações prosseguem "para verificar a veracidade dessa alegação".
De acordo com o Ministério Público emiradense, a ação orquestrada por Al-Hammami tratou-se de um "plano premeditado com finalidade terrorista, cujo objetivo era assumir o controle da aeronave e utilizá-la para perpetrar um ataque suicida contra o terminal de passageiros do aeroporto".
O governo de Israel classificou o incidente como uma "tentativa de ataque jihadista" e confirmou que acompanha as investigações.
O primeiro-ministro de Tel Aviv, Benjamin Netanyahu, afirmou que o copiloto da FlyDubai passou por um processo de "radicalização" e pretendia derrubar a aeronave para cometer o atentado. Durante o voo, o homem esfaqueou o comandante da aeronave, mas foi imobilizado por passageiros e membros da tripulação. O avião realizou um pouso de emergência em segurança na Arábia Saudita. .