Congo afirma que mortes por Ebola já passam de 100, enquanto grupos armados ameaçam resposta à crise

8 jun 2026 - 17h59

A República Democrática ‌do Congo informou nesta segunda-feira que o número de mortes confirmadas por Ebola subiu para 101 e que a presença de grupos armados continua a dificultar a resposta à doença na ⁠província mais afetada.

O surto da cepa Bundibugyo do ‌Ebola foi anunciado em 15 de maio, embora autoridades tenham afirmado posteriormente que ele ‌passou despercebido por semanas, deixando ‌as autoridades de saúde em desvantagem e ⁠com dificuldades para controlá-lo.

Publicidade

O conflito se desenrola em três províncias: Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul.

No mais recente relatório sobre a situação, publicado nesta segunda-feira, o governo do Congo ‌informou que houve 35 novos casos confirmados nas ‌últimas 24 horas, ⁠incluindo 10 ⁠mortes, elevando o total de casos confirmados para 550 ⁠e o número ‌total de mortes ‌confirmadas para 101.

Os casos foram registrados em 17 zonas de saúde de Ituri, assim como em sete zonas de saúde em Kivu ⁠do Norte e uma zona de saúde em Kivu do Sul.

A desconfiança e a resistência têm dificultado a resposta, com ataques a equipes de sepultamento e ‌centros de tratamento. O mais recente ocorreu no domingo, segundo uma fonte familiarizada com a ⁠resposta do governo, quando uma equipe de sepultamento foi atacada no cemitério de Nyamurongo, em Bunia, deixando duas pessoas gravemente feridas e dois veículos danificados.

Publicidade

Segundo o relatório, a presença de grupos armados em Djugu, Irumu e Mambasa -- todos em Ituri -- continua "a limitar o acesso humanitário em várias zonas de saúde afetadas ou em risco".

O texto diz ainda que Bunia, capital de Ituri, está relativamente calma.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações