O vice-presidente colombiano, José Manuel Restrepo, confirmou nesta quarta-feira (12) que 12 países, entre eles, o Brasil, irão enviar ajuda humanitária ao país, afetado por um forte terremoto no último 10 de agosto. Ao mesmo tempo, o governo do ultraconservador Abelardo De La Espriella negou que tenha recusado ofertas internacionais de nações com ideologias políticas diferentes.
Segundo Restrepo, a lista inclui ainda Estados Unidos, Suécia, Turquia, México e El Salvador.
O vice-presidente também informou que está confirmada a cooperação externa de mais de US$ 1,3 bilhão para a reconstrução do país.
Nesta quarta, o primeiro avião vindo de El Salvador pousou em Cali - uma das cidades mais afetadas pelo tremor -, transportando 51 toneladas de ajuda humanitária.
Um segundo voo, com mais 49 toneladas de suprimentos, deve decolar nas próximas horas, afirmou o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, nas redes sociais.
De forma paralela, o governo do Peru também enviou uma aeronave com 12,5 toneladas de suprimentos para atender às necessidades mais urgentes da população colombiana, oferecendo apoio, em particular, às pessoas que ficaram desabrigadas devido ao abalo sísmico de magnitude 7,4 na escala Richter.
Hoje, o governo de De La Espriella, que assumiu o cargo há menos de uma semana, negou ter recusado ofertas de ajuda de determinadas nações após o terremoto.
"Não descartamos absolutamente nenhum país com base nas ofertas que nos foram feitas. Estamos cooperando com todos, sem quaisquer considerações ideológicas ou políticas", declarou o ministro das Relações Exteriores Omar Bula.