O empresário e jornalista italiano Valter Lavitola admitiu nesta quarta-feira (12) aos promotores em Roma que ordenou o atentado a bomba no ano passado contra a casa do jornalista investigativo da TV estatal Rai, Sigfrido Ranucci ? um amigo pessoal de longa data.
Lavitola afirmou ter agido assim para que a escolta policial de Ranucci fosse reforçada, após ameaças de morte feitas pela máfia.
"Ele fez isso para o bem de Ranucci, pois ele era alvo de ataques", confirmou seu advogado, Sergio Cola.
No entanto, a promotoria alega que Lavitola arquitetou o atentado contra o apresentador para "impulsionar a popularidade" deste, visando uma possível entrada de Ranucci na política - da qual o empresário esperava tirar proveito.
"Você será primeiro-ministro em dois anos", escreveu o acusado à vítima em mensagem de chat.
Ao mesmo tempo, a Justiça italiana iniciou os trâmites para extraditar Gomes Clesio Tavares, um camaronês que se encontra foragido. Os investigadores alegam que o homem de confiança de Lavitola atuou como intermediário junto aos quatro autores materiais da explosão, que estão detidos desde o fim de junho.
Na noite de 16 de outubro de 2025, uma bomba foi detonada em frente à casa de Ranucci, nos arredores de Roma, e destruiu seu carro e o de sua filha, que havia estacionado no local 20 minutos antes.
Ninguém ficou ferido, mas o ataque provocou uma onda de consternação na Itália, com manifestações de solidariedade de toda a classe política e protestos da sociedade civil.
Lavitola foi detido na última segunda (10), acusado de ser o mandante do crime. .