A Colômbia reforçou a presença militar na fronteira com a Venezuela a fim de impedir a entrada desordenada de refugiados e o retorno de guerrilheiros paramilitares.
A decisão se dá após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no sábado (3).
A medida, ordenada pelo presidente Gustavo Petro, prevê um adicional de mais de 30 mil soldados das Forças Armadas de Bogotá ao longo dos mais de 2 mil quilômetros de divisa com o território venezuelano.
A intenção de Petro é evitar tanto uma imigração em massa de cidadãos do país vizinho como também um potencial retorno de grupos armados colombianos, como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que têm utilizado a Venezuela como base.
Ao mesmo tempo, após a captura de Maduro, Petro também tem sido ameaçado pelo chefe de Estado americano, Donald Trump, sob as mesmas acusações de narcotráfico.
Em meio à escalada das tensões com os EUA e a poucos meses do fim de seu mandato, o líder colombiano convocou manifestações populares nesta quarta-feira (7) em defesa de seu governo, eleito democraticamente, e da soberania do país.