China condena ataques ao Irã, pede cessar-fogo e negociações

1 mar 2026 - 12h19

Os ataques dos EUA e de Israel ‌ao Irã são inaceitáveis, afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, no domingo, ao pedir um cessar-fogo imediato e a retomada das negociações para evitar um conflito regional mais amplo.

O "assassinato flagrante de um líder soberano" e o incitamento à ⁠mudança de regime são "inaceitáveis", disse Wang ao ministro das Relações Exteriores ‌da Rússia, Sergei Lavrov, em uma ligação telefônica, de acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

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Os EUA e ‌Israel atacaram o Irã na madrugada de ‌sábado, matando o líder supremo iraniano Ali Khamenei. O ⁠presidente dos EUA, Donald Trump, exortou os iranianos a aproveitarem o momento e "tomarem o poder" do governo.

Wang disse que a China queria a cessação imediata das ações militares e o retorno ao diálogo o mais rápido possível.

No domingo, a embaixada da China em ‌Israel aconselhou seus cidadãos a buscarem áreas mais seguras dentro do ‌país ou partirem para ⁠o Egito através ⁠da passagem fronteiriça de Taba.

O Ministério das Relações Exteriores da China também ⁠instou os cidadãos chineses no ‌Irã a partirem "o mais ‌rápido possível", listando quatro rotas terrestres para o Azerbaijão, Armênia, Turquia e Iraque.

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O Irã lançou ataques retaliatórios com o objetivo de atingir bases norte-americanas na região, mas outros locais nas cidades ⁠do Golfo também foram atingidos.

Cidadãos chineses ficaram feridos nos ataques e alguns deles ficaram retidos, disse o Ministério das Relações Exteriores da China, alertando os cidadãos chineses contra viajar para a região.

Em um comentário no domingo, a ‌agência de notícias estatal chinesa Xinhua criticou o ataque, chamando-o de "agressão descarada contra uma nação soberana" e "política de poder e hegemonia".

A ⁠Xinhua disse que o uso da coerção militar por Washington foi uma "violação flagrante" dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e um desvio das "normas fundamentais das relações internacionais".

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O conflito causou interrupções e cancelamentos generalizados de voos.

A operadora aérea Cathay Group, com sede em Hong Kong, suspendeu no sábado as operações no Oriente Médio, afetando voos de passageiros de e para Dubai e Riade, bem como serviços de carga através do Aeroporto Internacional Al Maktoum, em Dubai, informou a Cathay, controladora da Cathay Pacific Airways, em comunicado.

A empresa informou que estava redirecionando os voos que normalmente passam pela área afetada.

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