Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã são inaceitáveis, afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, no domingo, ao pedir um cessar-fogo imediato e a retomada das negociações para evitar um conflito regional mais amplo.
O "assassinato flagrante de um líder soberano" e o incitamento à mudança de regime são "inaceitáveis", disse Wang ao ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em uma ligação telefônica, de acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.
Os EUA e Israel atacaram o Irã na madrugada de sábado, matando o líder supremo iraniano Ali Khamenei. O presidente dos EUA, Donald Trump, exortou os iranianos a aproveitarem o momento e "tomarem o poder" do governo.
Wang disse que a China queria a cessação imediata das ações militares e o retorno ao diálogo o mais rápido possível.
No domingo, a embaixada da China em Israel aconselhou seus cidadãos a buscarem áreas mais seguras dentro do país ou partirem para o Egito através da passagem fronteiriça de Taba.
O Ministério das Relações Exteriores da China também instou os cidadãos chineses no Irã a partirem "o mais rápido possível", listando quatro rotas terrestres para o Azerbaijão, Armênia, Turquia e Iraque.
O Irã lançou ataques retaliatórios com o objetivo de atingir bases norte-americanas na região, mas outros locais nas cidades do Golfo também foram atingidos.
Cidadãos chineses ficaram feridos nos ataques e alguns deles ficaram retidos, disse o Ministério das Relações Exteriores da China, alertando os cidadãos chineses contra viajar para a região.
Em um comentário no domingo, a agência de notícias estatal chinesa Xinhua criticou o ataque, chamando-o de "agressão descarada contra uma nação soberana" e "política de poder e hegemonia".
A Xinhua disse que o uso da coerção militar por Washington foi uma "violação flagrante" dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e um desvio das "normas fundamentais das relações internacionais".
O conflito causou interrupções e cancelamentos generalizados de voos.
A operadora aérea Cathay Group, com sede em Hong Kong, suspendeu no sábado as operações no Oriente Médio, afetando voos de passageiros de e para Dubai e Riade, bem como serviços de carga através do Aeroporto Internacional Al Maktoum, em Dubai, informou a Cathay, controladora da Cathay Pacific Airways, em comunicado.
A empresa informou que estava redirecionando os voos que normalmente passam pela área afetada.