Na Assembleia Geral da ONU, o chanceler italiano, Antonio Tajani, reuniu-se com o ministro iraniano Abbas Araghchi para negociar a reabertura do Estreito de Ormuz e a segurança da navegação em Bab el-Mandeb, rotas vitais para o comércio ameaçadas por conflitos no Iêmen. Tajani defendeu o diálogo diplomático pela paz regional, além de cobrar do Irã o cumprimento de obrigações contra a proliferação nuclear e o respeito aos direitos humanos, especialmente das mulheres.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, reuniu-se nesta terça-feira (22) com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, com quem discutiu "negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz".
O chanceler italiano destacou que o encontro, realizado à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, foi importante para manter aberto o diálogo com Teerã, posição que já havia defendido recentemente.
"O memorando de junho passado demonstrou que um acordo é possível, e a Itália continuará a apoiar cada passo para permitir a plena restauração da liberdade de navegação e o fim do conflito", escreveu Tajani em suas redes sociais.
Os dois também conversaram sobre as "crises no Líbano e no Iêmen", consideradas fundamentais para as exportações, além da necessidade de garantir a passagem de navios mercantes pelo Estreito de Bab el-Mandeb.
"Incentivei o Irã a usar sua influência para promover soluções políticas e diplomáticas que tragam paz e estabilidade à região. Também enfatizei a importância do cumprimento das obrigações internacionais contra a proliferação nuclear, do respeito aos direitos humanos e às liberdades individuais, especialmente das mulheres", acrescentou Tajani.
Recentemente, uma fragata da Marinha italiana foi mobilizada para escoltar um navio mercante durante a travessia do Estreito de Bab el-Mandeb, em meio a ameaças de bloqueio da via marítima pelos houthis, grupo que controla grande parte do Iêmen. .