Chanceler alemão minimiza polêmica com Trump após anúncio de retirada de tropas

3 mai 2026 - 16h37

O chanceler alemão ‌Friedrich Merz disse que precisa aceitar o fato de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não compartilha de suas opiniões, para trabalhar com os norte-americanos dentro da ⁠Otan.

Merz rejeitou as sugestões de que suas críticas ‌ao planejamento de guerra dos EUA no Irã tenham provocado o anúncio de ‌Washington na sexta-feira, de que ‌os EUA reduziriam sua presença militar ⁠na Alemanha, sua maior base europeia, em 5.000 soldados.

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Merz questionou se Trump tinha um plano de saída para o Oriente Médio e disse que os EUA estavam sendo "envergonhados" nas negociações ‌com o Irã. Mais tarde, Trump chamou ‌Merz de líder "ineficaz".

"Tenho ⁠que aceitar ⁠que o presidente norte-americano tem uma visão diferente da ⁠nossa sobre ‌essas questões. Mas isso ‌não muda o fato de que continuo convencido de que os norte-americanos são parceiros importantes para nós", disse Merz à ⁠emissora pública ARD, em uma entrevista que deve ir ao ar neste domingo.

Questionado se os planos dos EUA de reduzir sua presença de tropas ‌na Alemanha tinham algo a ver com a briga entre os dois líderes, Merz disse: "Não ⁠há conexão."

Trump pediu uma redução da presença militar dos EUA na Alemanha já durante seu primeiro mandato e solicitou repetidamente que os europeus assumissem maior responsabilidade por sua própria segurança.

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O anúncio de sexta-feira também é visto como um cancelamento de um plano do governo anterior, de Joe Biden, de enviar um batalhão dos EUA com mísseis Tomahawk de longo alcance para a Alemanha.

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