Israel prorroga por dois dias detenção de ativista brasileiro

3 mai 2026 - 16h27

Um tribunal israelense prorrogou ‌por dois dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila e de outro ativista espanhol, presos a bordo de uma flotilha com destino a Gaza, interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais perto da Grécia, disse a advogada deles neste domingo.

Ávila e ⁠Saif Abu Keshek, de nacionalidade espanhola, foram detidos pelas autoridades ‌israelenses na noite de quarta-feira e levados para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas pró-palestinos a bordo dos ‌barcos foram levados para a ilha grega ‌de Creta.

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Um porta-voz do tribunal confirmou que a prisão ⁠preventiva deles havia sido prorrogada até 5 de maio.

Os governos do Brasil e da Espanha emitiram uma declaração conjunta na sexta-feira chamando a detenção deles de ilegal.

Os ativistas faziam parte de uma segunda flotilha da Global Sumud, lançada em uma ‌tentativa de romper o bloqueio israelense a Gaza por meio da ‌entrega de assistência humanitária. ⁠Os navios ⁠haviam zarpado de Barcelona em 12 de abril.

As autoridades israelenses solicitaram uma ⁠prorrogação de quatro dias da ‌prisão por suspeita de ‌crimes que incluem assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com um agente estrangeiro, associação e prestação de serviços a uma organização terrorista e transferência de propriedade ⁠para uma organização terrorista, disse o grupo de direitos Adalah, que está ajudando na defesa dos ativistas.

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Hadeel Abu Salih, advogada deles, disse que os dois negam as acusações. A prisão deles foi ilegal devido ‌à falta de jurisdição, disse ela à Reuters no Tribunal do Magistrado de Ashkelon após a audiência, acrescentando que a missão ⁠tinha o objetivo de fornecer ajuda aos civis em Gaza, e não a qualquer grupo militante.

Abu Salih disse que Ávila e Abu Keshek foram submetidos à violência a caminho de Israel e mantidos algemados e vendados até a manhã de quinta-feira.

Solicitados a comentar, os militares israelenses encaminharam a Reuters ao Ministério das Relações Exteriores israelense. O ministério disse que a equipe israelense foi obrigada a agir para impedir o que descreveu como obstrução física violenta por parte de Ávila e Abu Keshek. Todas as medidas tomadas foram legais, acrescentou.

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