O cessar-fogo provisório na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã mostrou sinais de fragilidade diante da intensificação de tensões militares e divergências sobre os termos do acordo.
Horas após o anúncio da trégua, Israel realizou bombardeios aéreos em Beirute, no Líbano, em meio a incertezas sobre se o cessar-fogo também abrangeria confrontos com o Hezbollah. Os ataques resultaram no dia mais sangrento no país desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
Segundo a última atualização do Ministério da Saúde libanês, 203 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas nos ataques.
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o país seguirá realizando ataques contra o Hezbollah "onde quer que seja necessário".
Ao mesmo tempo, o Irã e os Estados Unidos, que tinham declarado vitória após o anúncio do acordo, passaram a adotar posturas de pressão mútua.
Veículos semioficiais iranianos indicaram que forças de Teerã teriam minado o Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo e considerada um dos principais trunfos estratégicos do país.
Por sua vez, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que poderá intensificar ataques contra o Irã caso o acordo não seja cumprido. Apesar disso, os termos da trégua seguem indefinidos e alvo de controvérsia entre as partes.
Entre os principais pontos de impasse estão a possível inclusão do Líbano no cessar-fogo, o destino do estoque de urânio enriquecido iraniano, a retomada do tráfego no Estreito e os limites futuros para o programa de mísseis de Teerã.
Representantes dos Estados Unidos e do Irã têm previsão de se reunir no Paquistão neste fim de semana, em nova tentativa para avançar com as negociações e reduzir as tensões no conflito.
O caso está mobilizando autoridades internacionais, com líderes e representantes de diferentes países acompanhando os desdobramentos e pressionando por medidas que evitem uma escalada ainda maior.