O Catar alertou que a guerra no Oriente Médio pode forçar os países do Golfo Pérsico a interromper as exportações de energia em poucas semanas e a aumentar drasticamente os preços do petróleo, que podem chegar a US$ 150 o barril.
"Isso levará ao colapso das economias mundiais", afirmou o ministro da Energia de Doha, Saad al-Kaabi, em entrevista ao Financial Times, publicada nesta sexta-feira (6).
Al-Kaabi prevê que se o conflito continuar, "os preços da energia irão disparar". Segundo ele, "se todos os exportadores do Golfo interromperem a produção energética nos próximos dias, o preço do petróleo subiria para US$ 150 o barril".
O ministro acrescentou ao Financial Times que, ainda que a guerra terminasse "imediatamente", levaria "semanas ou meses" para o Catar retomar seu ciclo normal de fornecimento energético após o ataque de drones iranianos a sua maior planta de gás natural liquefeito (GNL), na última segunda-feira (2).
O bombardeio de Teerã atingiu as instalações dos complexos de Ras Laffan, maior produtora global de GNL, e Mesaieed, ambos operados pela estatal QatarEnergy, líder mundial em gás liquefeito.
Após sofrer um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel no último sábado (28), o Irã passou a atacar países vizinhos com bases americanas, como o Catar.