Casa Branca fala em cooperação militar da Espanha; governo do país europeu nega

Madri foi alvo de ameaças comerciais pelos Estados Unidos

4 mar 2026 - 16h52
(atualizado às 17h02)

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou nesta quarta-feira (4) que a Espanha concordou em "cooperar" com as forças americanas no Oriente Médio. No entanto, a afirmação dos Estados Unidos foi desmentida por Madri.

Madri foi alvo de ameaças comerciais pelos Estados Unidos
Madri foi alvo de ameaças comerciais pelos Estados Unidos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em seu primeiro pronunciamento desde o início do conflito na região, a representante da administração de Donald Trump afirmou que o país europeu, alvo de ameaças comerciais por parte dos EUA, compreendeu a recente mensagem do republicano.

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"Acredito que a Espanha entendeu a mensagem do presidente de forma clara e inequívoca ontem e, pelo que entendi, nas últimas horas concordou em cooperar com as forças armadas dos EUA", disse Leavitt.

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, negou ter autorizado Washington a utilizar as bases militares de Morón, em Sevilha, e de Rota, em Cádiz.

"Nego categoricamente e não tenho ideia do que isso possa significar. Ela pode ser a porta-voz da Casa Branca, mas eu sou o ministro das Relações Exteriores do governo. De qualquer forma, quero assegurar ao povo espanhol que nossa posição permanece inalterada", declarou o chanceler.

Ainda em relação ao conflito em solo iraniano, Leavitt afirmou que Teerã "rejeitou as ofertas generosas e sem precedentes" do país nas negociações pré-guerra. Ela acrescentou que as agências de inteligência dos EUA estão "monitorando atentamente" os relatos sobre a possibilidade de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, tornar-se o novo líder supremo do país persa.

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A Casa Branca também declarou que o envio de tropas terrestres "não faz parte do plano" para o Irã, mas que Trump "não descarta essa opção". O republicano está ainda "avaliando ativamente" o papel de Washington em Teerã após o conflito.

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