O Ministério Público de Busto Arsizio, na Lombardia, norte da Itália, pediu a prisão perpétua à brasileira Adilma Pereira Carneiro, conhecida no país como a "louva-a-deus de Parabiago" pelo assassinato de seu namorado, o italiano Fabio Ravasio.
O promotor responsável pelo caso, Ciro Caramore, também solicitou a mesma pena a outros quatro réus envolvidos no crime: Mirko Piazza; Mohamed Dahibi; Fabio Lavezzo; e Marcello Trifone.
Já a Igor Benedito, filho de Adilma, e a Massimo Ferreti, Caramore requereu 24 anos de detenção a cada um, enquanto a Fabio Oliva, a pena reivindicada foi de 9 anos e 4 meses.
A brasileira de 50 anos, que é oficialmente casada com Trifone e tida como ex-amante de ao menos dois réus, é apontada pela Justiça como a mandante e idealizadora da morte de Ravasio, de 52 anos, atropelado na cidade de Parabiago em 9 de agosto de 2024 quando voltava para casa de bicicleta.
Para o MP, não se tratou de um mero acidente de trânsito, mas de um crime encomendado pela mulher, que teria planejado o homicídio durante meses para ficar com o patrimônio de seu então namorado, avaliado em cerca de 3 milhões de euros, entre propriedades e um comércio na cidade de Magenta, também na região da Lombardia.
Em depoimentos às autoridades, Ferretti, Oliva e Piazza declararam que a mulher convenceu todos os seus sete cúmplices a atropelar e matar Ravasio, de modo que o assassinato simulasse um acidente de trânsito. Cada um dos réus teve participação diversa na trama, o que justifica a variedade nas penas solicitadas pela promotoria.
Perante Caramore, Adilma alegou inocência.
A "louva-a-deus de Parabiago" também negou todas as acusações contra ela em um outro processo sobre o suposto assassinato de seu segundo marido, Michele Della Malva, ocorrido em 2011.
Segundo as investigações, a causa da morte do italiano não foi um ataque cardíaco, como se cogitava inicialmente, mas envenenamento por cocaína.