Bolívia congela preço dos combustíveis por 6 meses em meio à crise de abastecimento

Governo destinou recursos à YPFB para cobrir diferença nos custos de importação

14 jul 2026 - 14h13
(atualizado às 15h05)

A Bolívia congelou os preços dos combustíveis até janeiro de 2027 devido à escassez de abastecimento e a preocupações com a qualidade da gasolina.

Bolívia vive crise na economia
Bolívia vive crise na economia
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Além disso, o governo também destinou recursos adicionais à estatal petrolífera YPFB a fim de cobrir a diferença nos custos de importação.

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O Decreto Supremo 5652 estabeleceu que os preços do diesel, da gasolina, do gás natural comprimido, do gás liquefeito de petróleo e da gasolina de aviação permanecerão fixos por seis meses. Após esse prazo, os combustíveis serão calculados com base nos preços internacionais e na taxa de câmbio do dólar.

O congelamento ocorre em meio a uma crise de abastecimento que a gestão de Rodrigo Paz atribui a novos protocolos de controle de qualidade, ao contrabando nas fronteiras e aos bloqueios de estradas que paralisaram grande parte do país durante sete semanas, entre maio e junho, depois da retirada do subsídio que mantinha os preços fixos e abaixo dos níveis internacionais havia 20 anos.

A Bolívia importa quase todo o diesel que consome, assim como mais de 50% da gasolina necessária para atender à demanda interna. 

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