"A guerra continua, inclusive na zona de segurança no Líbano", declarou em um vídeo divulgado por seu gabinete, que o mostra usando um colete à prova de balas e cercado por soldados que participam da ofensiva terrestre de Israel no sul do país. As imagens da visita não foram divulgadas pelas agências de notícias internacionais até a noite de domingo.
"Neutralizamos a ameaça de uma invasão a partir do Líbano graças a essa zona de segurança", acrescentou o premiê, após ter anunciado no dia anterior a criação de "uma zona-tampão de segurança de oito a dez quilômetros" dentro do território libanês para proteger Israel dos ataques do Hezbollah.
Netanyahu estava acompanhado do ministro da Defesa, Israel Katz, e do chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, o tenente-general Eyal Zamir.
"Continuamos com um objetivo: desarmar o Hezbollah", frisou Katz em um comunicado. O movimento "escolheu participar" da guerra no Oriente Médio, "e, portanto, deve pagar o preço".
Líbano busca retirada israelense
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, garantiu pouco depois, em um discurso televisionado, que continua trabalhando, especialmente "para pôr fim a esta guerra e obter a retirada israelense de todo o nosso território", por meio de negociações. A declaração do chefe de governo libanês foi feita antes de um encontro previsto para terça-feira (14) em Washington com representantes dos dois países.
No total, cerca de dez salvas de tiros foram lançadas do Líbano em direção a Israel neste domingo, sem deixar vítimas, segundo o Comando da Frente Interna, a Defesa Civil israelense, responsável pela proteção de civis em situações de emergência.
O Hezbollah entrou na guerra no Oriente Médio em 2 de março para vingar a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana contra o Irã, em 28 de fevereiro. Israel respondeu com ataques aéreos letais em grande escala em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre no sul do país.
Com agências