Bélgica envia soldados para reforço da segurança em locais judaicos

23 mar 2026 - 15h42

Soldados foram enviados às ‌ruas das principais cidades belgas nesta segunda-feira para reforçar a segurança da comunidade judaica, após o que as autoridades classificaram como ataques antissemitas na Bélgica e na Holanda.

A medida foi tomada após ⁠uma explosão neste mês em uma sinagoga em ‌Liège.

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"A partir de hoje, estamos colocando os soldados de volta nas ruas de Bruxelas e ‌Antuérpia, porque a segurança é ‌um direito básico", disse o ministro da ⁠Defesa belga, Theo Francken, em um post no X nesta segunda-feira.

O destacamento, em colaboração com a Polícia Federal, vai fornecer segurança em locais judaicos como sinagogas e escolas, disseram as autoridades ‌em um comunicado à imprensa na semana passada.

A ‌Antuérpia "está novamente um ⁠pouco mais ⁠segura..... a comunidade judaica também. Nós dizemos NÃO ao antissemitismo!", ⁠disse Francken nesta ‌segunda-feira.

O reforço da ‌segurança também ocorre após um ataque incendiário a uma sinagoga em Roterdã e uma explosão em uma escola judaica em Amsterdã, na vizinha ⁠Holanda. A polícia holandesa prendeu cinco suspeitos, com idades entre 17 e 19 anos.

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A embaixada dos EUA em Oslo também foi alvo de um atentado a bomba ‌no início deste mês, considerado um ato de terrorismo pelos investigadores noruegueses. Nenhum dos ataques deixou feridos.

Um ⁠porta-voz do Ministério da Defesa belga disse nesta segunda-feira que os soldados devem ser mobilizados em três fases diferentes: primeiro em Bruxelas e Antuérpia, depois em Liège.

Defensores dos direitos humanos levantaram preocupações sobre possíveis ataques contra comunidades judaicas em todo o mundo após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Quatro ambulâncias pertencentes a uma organização comunitária judaica no norte de Londres foram incendiadas nesta segunda-feira.

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