Donald Trump declarou manter uma relação "muito boa" com a premiê italiana Giorgia Meloni, amenizando meses de tensão. O atrito começou em abril, quando Meloni condenou a guerra entre EUA, Israel e Irã, barrou o uso de uma base na Sicília e repudiou críticas do republicano ao papa Leão XIV, gerando duras queixas de Trump. Antes do conflito diplomático, a líder italiana era vista como a principal aliada europeia do presidente americano, tendo sido a única governante do bloco em sua posse em 2025.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (2) que mantém uma relação "muito boa" com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, após meses de tensões e provocações.
Questionado por jornalistas sobre críticas feitas anteriormente pela premiê, Trump respondeu: "Sempre gostei dela".
A declaração ocorre após meses de tensão entre os dois líderes, marcada por divergências sobre a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e por críticas de Trump ao papa Leão XIV.
Em abril, Trump reagiu duramente às posições da líder italiana, que classificou o conflito como uma violação do direito internacional, negou o uso de uma base militar americana na Sicília em operações no Oriente Médio e considerou "inaceitáveis" as críticas do republicano ao pontífice.
Na ocasião, o líder norte-americano disse estar "chocado" com a postura de Meloni e afirmou: "Pensava que ela tivesse coragem, mas me enganei. Ela é muito diferente do que eu imaginava".
O presidente americano também classificou a posição da premiê como "inaceitável" e a acusou de não demonstrar preocupação com o risco de o Irã obter armas nucleares.
Antes dos atritos, Meloni era considerada uma das principais interlocutoras de Trump na Europa, em parte devido à proximidade política entre os dois. Ela inclusive já foi descrita pelo magnata como "fantástica" e uma "inspiração para todos" e foi a única líder europeia na cerimônia de posse de Trump, em janeiro de 2025.