Após conversa 'mais intensa', Irã condiciona acordo à mudança de postura dos EUA

Chanceler de Teerã criticou as ' exigências excessivas' de Washington

27 fev 2026 - 09h55
(atualizado às 10h06)

Após as negociações entre Irã e Estados Unidos, realizadas em Genebra, na Suíça, o ministro das Relações Exteriores do país persa, Abbas Araghchi, declarou que Washington precisará abandonar suas "exigências excessivas" para que um acordo entre as partes seja alcançado.

Chanceler de Teerã criticou as ' exigências excessivas' de Washington
Chanceler de Teerã criticou as ' exigências excessivas' de Washington
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em um telefonema com o chefe da diplomacia do Egito, Badr Abdelatty, o chanceler iraniano afirmou que "o sucesso nesse caminho exige seriedade e realismo por parte do outro lado, evitando erros de cálculo e exigências excessivas".

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Araghchi também avaliou que a terceira rodada de negociações com os americanos sobre o programa nuclear iraniano "foi a mais intensa" de todas as realizadas até o momento. No entanto, o ministro observou que "novos progressos foram feitos".

Em meio aos temores de um conflito armado entre as partes, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, declarou que continua se considerando um "cético em relação à intervenção militar" no exterior, mas alertou que tudo dependerá das ações de Teerã.

"Acho que todos nós preferimos a opção diplomática, mas depende do que os iranianos fizerem e disserem", afirmou o americano em entrevista ao Washington Post.

A emissora BBC informou que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, recebeu recentemente um briefing sobre as opções militares disponíveis contra o Irã. A ABC News, por sua vez, mencionou que muitos republicanos e alguns assessores estariam sugerindo que Israel ataque os persas primeiro.

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O jornal The New York Times informou que os Estados Unidos autorizaram a saída de pessoal não essencial de sua embaixada em Jerusalém, diante da possibilidade de um ataque americano ao Irã. A China, por sua vez, aconselhou seus cidadãos atualmente em Teerã a "reforçarem suas medidas de segurança e deixarem o país o mais rápido possível". .

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