O anúncio dos juízes não incluiu uma justificativa. A advogada de Carroll, Roberta Kaplan, afirmou que a Suprema Corte confirmou "de uma vez por todas o veredicto unânime do júri de que o presidente Donald J. Trump agrediu sexualmente e difamou" sua cliente.
"A decisão de hoje põe fim à sua tentativa de se esquivar da responsabilidade por seus atos", acrescentou ela em uma mensagem à AFP. Em outro processo por difamação em Nova York, Trump foi condenado a pagar US$ 83,3 milhões a Carroll, decisão mantida em apelação.
Em uma mensagem em sua rede social Truth, o presidente dos EUA classificou a decisão da Suprema Corte desta segunda-feira como "surpreendente".
Caso ocorreu em 1996
A sentença da qual o republicano tenta recorrer foi proferida em 9 de maio de 2023 pelo tribunal civil federal de Manhattan. Na ocasião, a corte considerou o atual presidente dos EUA culpado de uma "agressão sexual" contra a ex-colunista de jornal em uma loja de departamentos de Nova York em 1996.
No processo, Trump foi condenado a pagar US$ 2 milhões em indenização por agressão sexual e US$ 3 milhões por difamação, em 2022. Essa decisão foi mantida mesmo após apelação em dezembro de 2024.
Uma investigação criminal contra Carroll, hoje com 82 anos, foi aberta por promotores do Departamento de Justiça dos EUA, conforme noticiado por diversos veículos de imprensa norte-americanos no final de maio. O objetivo é determinar se a autora mentiu sob juramento durante depoimentos relacionados aos dois processos civis movidos contra o presidente, informaram a o canal CNN e o jornal The New York Times, citando fontes relacionadas ao caso.
Segundo a CNN, os promotores estão se baseando em uma declaração na qual ela afirmou não ter recebido financiamento externo para sua defesa no caso. Posteriormente, descobriu-se que o bilionário Reid Hoffman havia arcado com parte dos honorários e despesas legais, de acordo com a emissora.
Com AFP