Primeira execução militar por fuzilamento desde 1945 será transmitida ao vivo nos EUA

Nidal Hasan foi condenado pelo massacre que deixou 13 mortos em uma base militar no Texas, em 2009. O fuzilamento será transmitido ao vivo, declarou na quinta-feira (8) o secretário da Defesa americano, Pete Hegseth. Essa será a primeira execução pública em 90 anos nos Estados Unidos.

9 out 2026 - 06h07
Resumo
Os EUA transmitirão ao vivo, em 3 de dezembro, a execução por fuzilamento do psiquiatra militar Nidal Hasan, autorizada pelo presidente Donald Trump. Condenado pelo massacre de 13 pessoas na base de Fort Hood em 2009, Hasan será o primeiro militar fuzilado pelo país desde 1945. Segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a ação pública visa mostrar que atos do tipo têm consequências graves. Esta é também a primeira execução militar americana de qualquer tipo realizada desde 1961.

A "transmissão ao vivo" do fuzilamento de Nidal Hasan foi confirmada à AFP por um alto responsável do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A execução por um pelotão de fuzilamento está prevista para 3 de dezembro. Ainda não se sabe se haverá público no local. "Mais detalhes serão divulgados posteriormente", acrescentou a fonte. 

Nidal Hasan, autor do ataque em Fort Hood, em uma foto de 2010 divulgada pelo gabinete do Xerife do Condado de Bell.
Nidal Hasan, autor do ataque em Fort Hood, em uma foto de 2010 divulgada pelo gabinete do Xerife do Condado de Bell.
Foto: © Handout / BELL COUNTY SHERIFFS DEPARTMENT/AFP/File / RFI

Em um vídeo divulgado na quinta-feira na rede X em contas oficiais ligadas ao Pentágono, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, havia revelado que a execução será pública. "As pessoas precisam entender que esse tipo de ato tem consequências graves", justificou Hegseth em entrevista ao influenciador de extrema direita Jack Posobiec, a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln. 

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O psiquiatra militar Nidal Hasan foi condenado à pena de morte em 2013. Ele abriu fogo em 5 de novembro de 2009 em um centro médico da gigantesca base de Fort Hood, no Texas, para impedir que os soldados participassem de uma guerra que considerava "ilegal" no Afeganistão e no Iraque. Considerado um lobo solitário ligado ao grupo jihadista Al-Qaeda, o americano muçulmano de origem palestina matou 13 pessoas, entre elas 12 militares, e deixou dezenas de feridos. 

Durante o tiroteio, Hasan foi atingido na coluna vertebral. Ele ficou com deficiência física e desde então se locomove em cadeira de rodas. O Pentágono anunciou no início desta semana que o presidente americano Donald Trump autorizou a execução.  

Primeiro execução por fuzilamento desde 1945

Pete Hegseth ressaltou que esta será a primeira execução militar por pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial. O último soldado fuzilado foi Eddie Slovik, executado por deserção em 1945.  

Em outro vídeo, questionado se Nidal Hasan havia feito algum último pedido, o chefe do Pentágono respondeu que "não se importava". "Veremos no dia 3 de dezembro", completou o secretário de Defesa. 

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O Death Penalty Information Center informa que 135 soldados foram executados pelo Exército dos Estados Unidos desde 1916. A última execução militar no país ocorreu em 1961, quando John Bennett foi enforcado por estupro e tentativa de homicídio. 

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, ao menos 17 execuções públicas foram realizadas no mundo em 2025: seis no Afeganistão e 11 no Irã. 

Com agências 

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