'Acordo de paz está 90% pronto', afirma Zelenski em mensagem de Ano Novo

Presidente ucraniano diz que entraves finais envolvem garantias de segurança e questões territoriais com a Rússia

1 jan 2026 - 09h12

O acordo de paz para pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia está 90% concluído, mas as questões mais importantes do tratado ainda serão decididas, declarou o presidente Volodmir Zelenski nesta quarta-feira, 31.

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Em seu discurso de Ano Novo, o presidente reafirmou o compromisso em acabar com o conflito mas não "a qualquer preço", já que o acordo não pode recompensar Moscou. Zelenski quer que a determinação inclua garantias de segurança sólidas para impedir que a Rússia invada o território ucraniano novamente.

Zelenski ouviu de Trump que as negociações em torno de um acordo de paz estariam na "fase final"
Zelenski ouviu de Trump que as negociações em torno de um acordo de paz estariam na "fase final"
Foto: DW / Deutsche Welle

"O acordo de paz está 90% concluído, faltam 10%. E isso é muito mais do que apenas números", disse Zelenski na mensagem de vídeo publicada em seu canal no Telegram. "São esses 10% que determinarão o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa", acrescentou.

Os Estados Unidos tentaram elaborar um acordo de paz com a participação de Moscou e Kiev, mas não conseguiram chegar a um acordo decisivo sobre a questão territorial.

O presidente russo, Vladimir Putin, pressiona pelo controle total da região leste de Donbas, na Ucrânia, como parte do acordo, mas sua contraparte diz que a Rússia não se contentará com o território. A Rússia ocupa cerca de 20% da Ucrânia, e Kiev afirmou que ceder território apenas encorajaria Moscou.

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A Rússia classificou a ação como um "ataque terrorista" contra Putin. O Instituto Americano para o Estudo da Guerra, que documenta o conflito na Ucrânia, indicou na terça-feira, 30, que não havia visto "as imagens ou relatórios que normalmente surgem após ataques ucranianos para corroborar as alegações do Kremlin".

Putin não comentou publicamente o ataque, embora o Kremlin tenha afirmado que o presidente informou Trump sobre a ação por telefone. /AFP

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