Até 45% dos casos de demência poderiam ser evitados ou retardados, revelou a Organização Mundial de Saúde (OMS) em um novo relatório publicado nesta quarta-feira (15).
Segundo a agência, a doença pode ser prevenida mediante a adoção de estilos de vida saudáveis.
"Hoje sabemos mais do que nunca o que determina o risco de demência, e estas diretrizes traduzem esse conhecimento em ações concretas", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em um comunicado.
Mais de 57 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com demência, e cerca de 10 milhões recebem um novo diagnóstico a cada ano. O Alzheimer é a forma mais comum da enfermidade, estimando-se que responda por 60% a 70% dos casos.
Embora não haja cura para a demência, até 45% dos diagnósticos podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis: tabagismo, consumo de álcool, isolamento social, sedentarismo, poluição do ar e doenças não transmissíveis, como hipertensão e diabetes.
O relatório publicado hoje reforça as estratégias capazes de reduzir o risco de desenvolver a condição. Primeiro, a prática de exercícios físicos e a estimulação cognitiva, associadas à participação em atividades sociais, podem ajudar a preservar a função cerebral.
Outras medidas eficazes também incluem parar de fumar, reduzir o consumo de álcool, adotar uma alimentação saudável e minimizar a exposição à poluição do ar.
O controle de condições cardiometabólicas ? como hipertensão, diabetes e colesterol alto ? e o uso de aparelhos auditivos, quando necessário, também são importantes.
No entanto, exceto em casos de deficiência diagnosticada, não se recomenda a ingestão de vitaminas B e E, ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs), ômega-3 e multivitamínicos ou minerais.
"Os países agora dispõem de recomendações claras e baseadas em evidências que podem implementar imediatamente para proteger a saúde cognitiva das pessoas", concluiu Tedros.