Lawrence Stroll quase comprou equipe da Fórmula E em vez da Aston Martin

1 abr 2026 - 22h24

Em 2018, a Force India passava por um momento de contrastes. Enquanto o desempenho da equipe na pista passava das expectativas, a situação administrativa nos bastidores era conturbada. Foi a venda do grupo para um consórcio liderado por Lawrence Stroll, atual acionista da Aston Martin, que resolveu todos os problemas.

Lawrence Stroll é pai de piloto da Aston Martin
Lawrence Stroll é pai de piloto da Aston Martin
Foto: Kym Illman/Getty Images / Perfil Brasil

O Grande Prêmio da Bélgica de 2018 foi o ponto de virada para a equipe. O consórcio Racing Point UK Limited (atualmente AMR GP Limited) passou a batizar temporariamente o novo grupo como Racing Point Force India. Já no ano seguinte, o nome passou a ser Racing Point F1 Team. A mudança para Aston Martin aconteceu apenas em 2021.

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Uma 'quase' Aston Martin

O caminho entre a Force India e a Aston Martin poderia ter tomado um rumo bem diferente do atual, e a equipe de Lawrence Stroll quase assumiu uma identidade familiar e amada pelos fãs de automobilismo. Em 2019, quando as opções do time ainda estavam em aberto, um dos nomes cotados foi Lola.

Alguns fãs da Fórmula 1 podem reconhecer o nome pelas idas e vindas da marca como equipe própria e fornecedora de chassis. Entre as décadas de 1960 e 1990, de uma forma ou de outra, a Lola esteve presente no grid da categoria. E, apesar de ter construído uma reputação respeitada no esporte, os monopostos da empresa raramente traziam bons resultados.

Em sua última passagem pela Fórmula 1, a Lola competiu na temporada de 1997 como "MasterCard Lola". A equipe, que contava com o brasileiro Ricardo Rosset como piloto, ao lado do italiano Vicenzo Sospiri, disputou apenas o GP da Austrália daquele ano. O projeto apressado e uma qualificação ruim levaram o time a não largar no domingo.

Antes do Grande Prêmio seguinte, que seria realizado no Brasil, a MasterCard retirou o patrocínio, e o time encerrou as atividades com apenas uma classificação em seu currículo.

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A Lola considerou retornar para o grid da Fórmula 1 em 2010, durante uma janela que aprovou a entrada de quatro novas equipes na competição: Manor (antiga Virgin e Marussia), Lotus (que se tornaria a Caterham), Campos Meta (que virou Hispania e HRT) e USGP (que, mesmo aprovada, acabou não entrando no esporte).

No entanto, apenas dois anos depois, a marca faliu e fechou as portas. O espólio foi vendido algumas vezes até ser adquirido pelo empresário Till Bechtolsheimer, que trouxe a Lola de volta para as pistas em 2024, dessa vez na Fórmula E.

Um caminho diferente

Durante o período de falência da Lola, Lawrence Stroll teria sido um dos interessados em adquirir direitos sobre o nome da marca, mas não obteve sucesso. Então, o bilionário seguiu com o nome do consórcio que liderou a partir de 2018, antes de batizar a equipe como Aston Martin em 2021.

Stroll é um dos principais acionistas da AM desde 2020. E, apesar do momento atual ruim, a equipe voltou a ter destaque no esporte sob o seu cuidado. O destino para o time, no entanto, poderia ter sido outro.

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