O Irã condicionou o retorno às negociações diplomáticas e a reabertura do Estreito de Ormuz ao atendimento prévio de suas exigências pelos Estados Unidos. Entre as demandas de Teerã estão o descongelamento de ativos, o fim do bloqueio marítimo a portos e navios e a não interferência em assuntos internos. Embora mediadores atuem no diálogo e o país mostre disposição para encerrar o conflito sob os termos acordados em junho, Washington afirmou não ter conversas previstas no momento.
Teerã afirma que não reiniciará conversas nem reabrirá o Estreito de Ormuz sem que Washington ponha fim, primeiro, ao bloqueio marítimo e libere os ativos congelados.O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao cumprimento prévio de todas as exigências iranianas por parte dos Estados Unidos. Enquanto isso não ocorrer, também não haverá retorno ao estágio anterior das negociações, declarou o também principal negociador iraniano nas conversas com Washington, segundo informou neste domingo (20/09) a agência estatal de notícias Irna.
"Mensagens foram trocadas nas quais nossas condições foram esclarecidas de forma explícita à outra parte por meio de intermediários", afirmou Ghalibaf em discurso durante uma sessão virtual do Parlamento, segundo a Isna. Até que essas exigências sejam atendidas, "não haverá possibilidade de retornar ao estágio anterior das negociações nem de reabrir o Estreito de Ormuz", acrescentou. Há apenas dois dias, o país atacou um petroleiro nessa rota marítima.
Anteriormente, o principal responsável pela segurança nacional do Irã, Mohsen Rezai, havia manifestado disposição para encerrar a guerra com os Estados Unidos com base no acordo-quadro alcançado em junho.
Em entrevista à emissora árabe Al Jazeera, o secretário-geral do poderoso Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã listou sete condições para isso.
Exigências de Teerã
Entre outras demandas, Teerã exige que os Estados Unidos descongelem ativos iranianos bloqueados, encerrem a guerra em todas as frentes e suspendam o bloqueio a portos e embarcações iranianas. Além disso, os líderes iranianos exigem que Washington não interfira nos assuntos internos do país.
Esses pontos se baseiam no acordo de junho, elaborado para abrir caminho a um pacto definitivo. Rezai também exigiu que os Estados Unidos cumpram primeiro todas as condições antes de iniciar novas negociações, que abordariam, entre outros temas, o futuro do programa nuclear iraniano.
"A mensagem de Teerã é clara e inequívoca: se Washington quiser sair do impasse em que se colocou e evitar se envolver ainda mais, não terá alternativa senão aceitar os direitos e as condições do Irã", escreveu Rezai em uma mensagem publicada na rede social X.
As declarações de Ghalibaf e Rezai foram feitas pouco antes da visita a Teerã, neste domingo, de Mohsin Naqvi, ministro do Interior do Paquistão, um dos representantes de países que atuam como mediadores entre Teerã e Washington.
No entanto, os Estados Unidos não têm conversas previstas com o Irã, afirmou Donald Trump na sexta-feira.
md (DPA, EFE)
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