O Tribunal do Júri condenou William Leal Correa a 46 anos e 8 meses de prisão pelo feminicídio da ex-companheira, Amanda dos Santos, de 26 anos, ocorrido em Parobé (RS). O crime foi cometido a tiros na frente dos dois filhos do casal, de 1 e 4 anos, em descumprimento a uma medida protetiva. A pena, em regime fechado e de execução imediata, inclui a perda do poder familiar sobre as crianças e a fixação de uma indenização de R$ 70 mil para reparação de danos.
William Leal Correa foi condenado a 46 anos e 8 meses de prisão pelo feminicídio da ex-companheira, Amanda dos Santos, de 26 anos, em Parobé, no Vale do Paranhana. O crime foi presenciado pelos dois filhos do casal, de 1 e 4 anos. O assassinato ocorreu na madrugada de 15 de outubro de 2025, em uma residência na Rua Adroaldo Mesquita da Costa, em Parobé. A decisão foi tomada nesta terça-feira (22) pelo Tribunal do Júri da Comarca.
A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. O juiz de Direito Cléber do Amaral Schenkel determinou ainda a execução imediata da condenação e fixou em R$ 70 mil o valor mínimo para reparação dos danos decorrentes do crime.
Os jurados reconheceram que o feminicídio foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram consideradas três causas de aumento de pena: o crime ocorreu na presença dos filhos da vítima, houve emprego de arma de fogo e o acusado descumpriu uma medida protetiva.
A sentença determinou ainda a perda do poder familiar de William em relação aos dois filhos que tinha com Amanda.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, William estava na residência com Amanda quando teria efetuado um disparo de arma de fogo contra ela. Depois, teria ido até a casa da mãe da ex-companheira para informar que Amanda estava ferida.
A vítima foi encontrada ainda com sinais vitais pelo padrasto e recebeu atendimento médico. Ela foi encaminhada ao hospital, mas morreu em decorrência dos ferimentos provocados pelo disparo.
Conforme a acusação, o crime ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar e foi praticado enquanto havia uma medida protetiva em vigor.