O vice-presidente Geraldo Alckmin rebateu as declarações de Donald Trump, que questionou sem provas a integridade da reeleição de Lula contra Flávio Bolsonaro e criticou a prorrogação da votação. Alckmin classificou as falas do líder norte-americano como "totalmente equivocadas", defendeu a segurança das urnas eletrônicas brasileiras e condenou a interferência externa. Apesar do atrito e de Trump elogiar sua relação com Lula, Alckmin garantiu a continuidade das negociações comerciais bilaterais.
As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as eleições brasileiras provocaram uma reação do governo federal nesta segunda-feira (26 de outubro). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) respondeu às críticas do norte-americano e defendeu a segurança do sistema eleitoral brasileiro.
Em entrevista à Rede Vanguarda, afiliada da TV Globo em São José dos Campos (SP), Alckmin classificou as declarações de Trump como "totalmente equivocadas" e afirmou que outros países não devem interferir nas decisões políticas do Brasil.
"Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo não tem nenhum referencial pra dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo pro mundo. De urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim. Você ganha eleição, você perde a eleição, é o povo que decide", declarou.
A manifestação ocorreu após Trump questionar a eleição presidencial brasileira, realizada no domingo (25 de outubro), que terminou com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).
O presidente americano afirmou que o processo eleitoral pareceu manipulado, sem apresentar provas. Trump também demonstrou desconfiança em relação à prorrogação do horário de votação, que classificou como "muito estranha".
Apesar dos questionamentos, Trump afirmou que mantém uma boa relação com Lula. "Eu gosto do Lula. Eu me dou muito bem com ele", declarou o presidente norte-americano.
Alckmin também abordou as relações comerciais entre os dois países e garantiu que as negociações continuarão.
"Nós, encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estados Unidos para ter um bom acordo", afirmou.