O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, registrou no Tribunal Superior Eleitoral que a reforma política será uma das prioridades centrais de uma eventual gestão. No plano de governo entregue à Justiça Eleitoral, o parlamentar e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro defende formalmente o fim da reeleição para o Palácio do Planalto. A proposta veda a disputa a um segundo mandato consecutivo no comando do Executivo federal, conforme informações divulgadas pela CNN.
Para viabilizar a mudança, o candidato cita uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de sua autoria, já apresentada no Senado. O documento oficial de campanha, intitulado "Para o Brasil Vencer o Atraso", justifica a alteração nas regras do jogo político e ataca a oposição. Conforme registra o texto, "propomos o fim da reeleição para o cargo de Presidente da República. Ao contrário do PT, o nosso projeto é de país, não de poder".
Além de restringir a recondução ao cargo, o candidato direciona duras críticas ao modelo de representação política e à organização das legendas no país. O documento aponta que o formato atual favorece alianças escusas e a permanência de velhas práticas no poder. No texto registrado, a campanha afirma que "a reforma política é urgente e será prioridade. O modelo atual favorece a perpetuação de políticas de 'meia-entrada', o capitalismo de compadrio e a falta de atenção às necessidades básicas da população".
O projeto eleitoral do senador sustenta que a redução do número de agremiações partidárias é insuficiente para corrigir as distorções do sistema. O plano defende que as siglas passem a atuar com programas mais claros e consistentes diante do eleitorado, apontando que "o foco deve ser a representatividade e a proximidade entre o eleitor e o eleito, superando o sistema atual em que a desconexão perdura ao longo de toda a legislatura de quatro anos".