O primeiro debate para governador de São Paulo acontece neste domingo, 9, na Band, às 20h. Seguindo a legislação eleitoram foram convidados os candidatos Fernando Haddad (PT) e Tarcísio Freitas (Republicanos).
O debate será dividido em três blocos. Em caso exclusivamente de ofensa moral e pessoal, o candidato poderá solicitar ao mediador o direito de resposta imediatamente após o término da fala de quem estiver com a palavra. O pedido será submetido à avaliação do comitê formado por jornalistas e por um advogado. A resposta será dada no mesmo bloco. Na hipótese de deferimento, será concedido um minuto.
Primeiro bloco
Cada candidato tem dois minutos para responder ao mesmo questionamento feito pelo mediador. Na sequência, haverá o confronto direto entre eles. Ao todo, serão 20 minutos para cada um gerenciar o tempo como considerar mais adequado. A ordem de quem começa foi decidida por sorteio: Tarcísio de Freitas abre o embate.
Segundo bloco
Jornalistas do Grupo Bandeirantes fazem perguntas aos dois, com respostas de dois minutos. Comentários e réplicas deverão ter um minuto cada. Serão duas perguntas para cada político. Tarcísio de Freitas é o primeiro a responder.
Terceiro bloco
Novo confronto direto. Os adversários têm 20 minutos para administrar da forma que acharem melhor. Ordem invertida em relação ao primeiro enfrentamento. Fernando Haddad inicia.
Em seguida, cada concorrente tem dois minutos para suas considerações finais, por ordem também definida por sorteio: primeiro Tarcísio de Freitas e por último Fernando Haddad.
Como foi o debate?
O debate já começou com confronto. O primeiro tema foi educação, respondendo pergunta única feita pela organização do debate a respeito do desempenho do estado no Ideb. Haddad usou seu tempo para criticar o governo paulista. Na sequência, já dentro do duelo direto, Tarcísio quis “restabelecer a verdade”, termo que usou duas vezes.
Na sequência, Tarcísio mudou o foco para a cracolândia e criticou a gestão de Haddad no tema quando o petista foi prefeito de São Paulo, entre 2013 e 2016. A resposta foi que o Ministério Público que teve atuação na questão, e criticou Tarcísio. “Você tem dificuldade em admitir o mérito do outro.”
Haddad, então, mudou o foco para feminicídio, destacando uma “epidemia” de mortes de mulheres. Tarcísio respondeu dizendo que, em seu governo, há uma grande rede de proteção às mulheres. “Estamos buscando os agressores”, disse.
Tarcísio, então, quis saber se Haddad manteria, em uma eventual gestão sua, a transferência da administração paulista para o centro da capital. Haddad respondeu levando o tema para a polícia, falando das recentes investigações envolvendo a relação da cúpula da Polícia Militar com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e também criticando a gestão de Guilherme Derrite (PP) no comando da segurança pública paulista. “Acho que você deve uma satisfação pelas escolhas.” Tarcísio disse que os dados de segurança estão melhorando em seu governo.
Haddad defendeu o apoio do governo Lula, do qual é aliado, ao estado de São Paulo, comparando com o período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do qual Tarcísio fez parte. “Parece que você fica envergonhado de dizer a verdade”, disse. “Nós temos uma visão republicana de como deve ser a gestão pública.” Tarcísio defendeu a gestão Bolsonaro, citando renegociação das dívidas da capital e também falou dos investimentos de seu governo nas cidades paulistas. “Quem renegociou a dívida fui eu”, rebateu Haddad.
A partir desse ponto, o debate acabou sendo nacionalizado, com Haddad questionando Tarcísio sobre Bolsonaro e atual governador criticando a gestão Lula. No segundo bloco, o petista chegou a fazer menção ao tarifaço dos EUA, falando em usar o "boné certo", em referência ao fato de Tarcísio ter utilizado o boné em apoio ao americano Donald Trump em 2025.
No terceiro bloco, de confronto direto, privatização foi o tema inicial, puxado por Haddad, falando em “programa voraz” e em “privatização de escolas”. Tarcísio disse que o professor vai ter preocupação apenas em ensinar. “A gente não faz privatização por favor. Às vezes, a gente faz por necessidade.” Tarcísio defendeu a privatização da Sabesp, citando locais que não tinham acesso à rede de esgoto, e também os investimentos privados no transporte sob trilhos.