As festividades de Carnaval impõem ao organismo humano uma carga de estresse físico elevada, resultante da combinação de temperaturas altas, redução das horas de repouso e consumo de substâncias alcoólicas. Esse cenário é frequentemente associado a quadros de fadiga, inchaço e comprometimento do sistema imunológico. Para mitigar tais danos, profissionais de saúde recomendam protocolos baseados na ciência do metabolismo e na nutrição preventiva.
Marina Faiad, coordenadora de nutrição da Clínica Seven, destaca que a manutenção da energia durante os dias de folia depende de uma abordagem que priorize a preparação orgânica e a reposição contínua de nutrientes.
Diferente das intervenções de curto prazo ou dietas restritivas, a preparação adequada do corpo para o esforço físico do Carnaval deve ser antecipada. Segundo a especialista, o acompanhamento nutricional contínuo, focado na preservação da massa magra e na nutrição celular, permite que o metabolismo suporte a demanda energética exigida pela rotina de blocos e ensaios. O objetivo é garantir que o organismo possua reservas nutritivas suficientes antes do início do período de maior desgaste.
O aumento da temperatura corporal e a sudorese, intensificados pelo álcool, provocam a perda de líquidos e eletrólitos como sódio, potássio e magnésio. Esses elementos são essenciais para a regulação neuromuscular e a concentração.
A insuficiência na reposição desses minerais pode resultar em sinais de alerta do organismo, tais como:
-
Cansaço precoce;
-
Cefaleias;
-
Câimbras;
-
Queda no desempenho motor.
A gestão da glicemia é outro fator determinante para evitar episódios de mal-estar no Carnaval. A recomendação jornalística e técnica é que os foliões evitem períodos prolongados de jejum ou o consumo exclusivo de produtos ultraprocessados. Uma alimentação balanceada, composta por proteínas e carboidratos de absorção gradual, atua como fonte estável de energia.
Em complemento, a suplementação orientada por profissionais pode auxiliar na recuperação muscular e no suporte ao sistema nervoso. Aminoácidos e vitaminas do complexo B são citados como aliados, desde que respeitada a individualidade metabólica de cada paciente.