Esgotamento faz 1 em cada 10 médicos de emergência deixar área no Canadá

Estudo aponta que quase metade dos profissionais reduziu carga horária; especialistas alertam para risco no atendimento aos pacientes

28 jul 2026 - 16h28
Resumo
Esgotamento faz 10% dos médicos de emergência no Canadá deixarem a especialidade, enquanto quase metade reduz a carga horária, apontando para uma crise de atendimento no sistema de saúde.

O esgotamento profissional está forçando um em cada dez médicos de pronto-socorro no Canadá a abandonar a especialidade, segundo um novo estudo publicado no Canadian Medical Association Journal (CMAJ). A pesquisa, realizada com 410 emergencistas em 2025, revela que quase metade dos profissionais também reduziu suas horas de trabalho, apontando para uma crise iminente no sistema de saúde e no atendimento ao paciente no país.

Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

De acordo com o levantamento, conduzido pela Network of Canadian Emergency Researchers, 20% dos médicos tiraram licença do trabalho. Os dados mostram ainda que mulheres e profissionais mais jovens relatam taxas mais altas de esgotamento.

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A médica emergencista e professora da Queen's University, Kerstin de Wit, afirma que o sistema de saúde compensa suas inadequações com menos recursos e pouco apoio. "O tema predominante foi que o sistema de saúde está quebrado", diz a pesquisadora.

Riscos para os pacientes

Os autores do estudo indicam que o esgotamento médico representa um risco para a segurança do paciente e está associado a cuidados de baixa qualidade. O fenômeno deixou de ser considerado apenas um reflexo da pandemia.

Entre as fontes de esgotamento citadas estão a disfunção do sistema em níveis governamental e hospitalar, o alto volume de pacientes e a falta de apoio clínico. As expectativas irreais dos pacientes sobre o papel dos emergencistas também contribuem para o quadro.

Um relatório do Canadian Institute for Health Information, emitido em junho de 2026, mostra que os tempos de espera para internação aumentaram anualmente. Em muitos casos, os pacientes deixam os prontos-socorros sem atendimento médico.

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Ações recomendadas

Para enfrentar o cenário, os pesquisadores recomendam que governos e instituições priorizem o tratamento das lacunas no atendimento. As sugestões incluem investimentos em cuidados geriátricos de emergência e a expansão de equipes não-médicas.

A médica emergencista e editora adjunta do CMAJ, Catherine Varner, alerta que o investimento de 50 anos do Canadá no desenvolvimento de especialistas em medicina de emergência pode ser desperdiçado. Ela defende que o governo federal exija responsabilização dos governos provinciais sobre os tempos de espera.

"Sem uma ação ponderada e intencional por parte dos líderes provinciais e nacionais, o acesso a cuidados de emergência 24 horas no Canadá está em risco, e tragédias evitáveis continuarão a ocorrer em nossas salas de espera", afirma Varner.

Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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