A Doutrina Monroe é uma estratégia de política externa dos Estados Unidos, criada em 1823, que definiu a América Latina como área de influência norte-americana para impedir a recolonização europeia. Atualmente, a regra foi retomada pelo presidente Donald Trump na Estratégia de Segurança Nacional para justificar a preeminência dos EUA no continente.
Como surgiu a Doutrina Monroe?
A política foi anunciada há mais de 200 anos pelo então presidente dos Estados Unidos, James Monroe. O objetivo original do governo norte-americano era proteger os Estados da América Latina, recém-independentes, de uma recolonização pela Europa.
Com o passar do tempo, a diretriz mudou de foco. A doutrina foi repetidamente usada para justificar intervenções militares dos Estados Unidos em países latino-americanos, consolidando o domínio de Washington sobre o Hemisfério Ocidental.
O que é a nova "Doutrina Donroe"?
Apelidada de "Doutrina Donroe" por publicações internacionais, a atual Estratégia de Segurança Nacional dos EUA revive a regra histórica. A junção dos nomes Donald e Monroe marca a tentativa de restaurar o poder americano nas Américas após o que o governo classifica como anos de negligência.
O documento oficial estabelece que os Estados Unidos vão negar a concorrentes externos a capacidade de posicionar forças militares ou controlar ativos vitais no continente. A medida tem como alvo principal conter o avanço de nações como China, Rússia e Irã na região.
Como a mudança afeta os países latino-americanos?
A retomada da doutrina aumenta a pressão geopolítica sobre o Brasil e os países vizinhos. O governo dos Estados Unidos busca aproximar as nações latino-americanas por meio de laços econômicos, recompensando governos alinhados aos interesses norte-americanos com acordos comerciais.
O governo americano apoiou a Argentina com empréstimos de US$ 40 bilhões, segundo dados divulgados pela Deutsche Welle, condicionados ao sucesso de Jair Milei nas eleições legislativas no país.
Especialistas avaliam que a estratégia não foca em temas globais, como a pobreza, mas prioriza o controle de rotas marítimas, a segurança fronteiriça e o acesso garantido a terras raras e minerais importantes.