O tema da prevenção à violência doméstica foi abordado em conversa nesta quarta-feira (18) com mulheres do grupo de convivência Bem Viver, da Unidade de Saúde Bananeiras, que fica no bairro Partenon, Zona Leste da Capital. O encontro marcou o Mês da Mulher e ocorreu no Clube dos Subtenentes e Sargentos da Brigada Militar, na rua Manoel Vitorino, 220, com a participação de soldados da Patrulha Maria da Penha como palestrantes.
O soldado Fabio Teles deu o conceito de violência doméstica e falou dos diferentes tipos. "É qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial", afirmou. Ele destacou a importância da Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006), que além de proteger mulheres em situação de violência e salvar vidas, pune os agressores, fortalece a autonomia feminina, educa a sociedade e cria meios de assistência e atendimento humanizado.
A soldado Stefani Paiva lembrou que foi registrado o 23º caso de feminicídio do ano no Rio Grande do Sul. "A violência é tudo que tira a liberdade e pode passar despercebida no ambiente doméstico. O primeiro passo é denunciar para quebrar o ciclo", avaliou. Casos de flagrante devem ser encaminhados à Delegacia de Polícia ou Delegacia da Mulher.
A atividade foi organizada pela equipe multiprofissional para contribuir com a qualidade de vida das pacientes acompanhadas na unidade de saúde. "Estamos vendo o aumento de casos de feminicídio, mas uma das situações que identificamos, por ser maioria de idosas, é a violência patrimonial e psicológica e isso impacta na qualidade de vida", explicou a nutricionista Emilene Almeida de Souza. Cerca de 20 idosas participaram da programação.