O jornalista Igor Carvalho, repórter e supervisor de jornalismo do Brasil de Fato, afirmou ao Terra nesta segunda-feira, 10, que já identificou o cinegrafista que trabalhava para a GloboNews e lhe deu uma cabeçada antes do debate entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), realizado pela Band neste domingo, 9, em São Paulo. Segundo Igor, um boletim de ocorrência será registrado ainda hoje.
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A agressão ocorreu antes do início do debate, enquanto jornalistas se concentravam no estacionamento da emissora para acompanhar a chegada dos candidatos. Uma disputa por espaço entre os profissionais terminou em troca de ofensas e empurrões. Na sequência, Igor foi atingido no nariz por uma cabeçada atribuída ao cinegrafista.
Em relato ao rádio do Brasil de Fato nesta segunda-feira, 10, o repórter contou que havia chegado mais cedo ao local para garantir espaço para a cobertura da equipe. Segundo ele, o cinegrafista teria chegado depois e tentado se posicionar à sua frente. "Gente, foi segundos. Tivemos uma breve discussão", relatou. Na sequência, segundo o jornalista, outro cinegrafista colocou a mão nele. Ao tentar afastá-la, Igor afirmou ter sido atingido.
"Eu tirei a mão dele, quando eu voltei, eu tomei uma cabeçada. Fiquei desnorteado, apaguei ali por alguns segundos. Após a agressão, Igor recebeu atendimento da equipe de socorristas da Band e o cinegrafista foi retirado das dependências da emissora pela equipe de segurança após o episódio. Segundo o jornalista, houve uma suspeita inicial de fratura no nariz, mas ele decidiu continuar a cobertura do debate. Depois, foi encaminhado a um hospital, onde foi constatada uma fissura no osso do nariz.
"Fica a tristeza maior do que a dor física, é a tristeza por essa violência num espaço de debate sobre política", afirmou.
A Globo rescindiu o contrato com o profissional, que atuava como prestador de serviço temporário. Em nota, a Comunicação da Globo afirmou repudiar "com veemência qualquer forma de violência". "Após analisar os fatos relacionados ao episódio, a empresa rescindiu o contrato do profissional envolvido, que atuava como prestador de serviço temporário", diz a nota da emissora.
A Band também lamentou o ocorrido. "A emissora repudia qualquer forma de violência e informa que a pessoa atingida recebeu atendimento imediato da equipe médica, enquanto o agressor foi prontamente retirado das dependências da empresa."
O Brasil de Fato também se manifestou por meio de comunicado oficial. "O exercício da atividade jornalística deve ser protegido. Agressões a profissionais de imprensa configuram ataque à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade à informação. Acompanharemos os desdobramentos do caso e cobraremos posicionamento formal sobre o ocorrido."