Raquel Lyra, candidata do PSD, foi reeleita governadora de Pernambuco no primeiro turno das eleições disputadas neste domingo, 4. Ela recebeu mais da metade dos votos válidos, que excluem brancos e nulos, o que dispensa necessidade de segundo turno.
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O segundo colocado foi João Campos, candidato pelo PSB. A derrota é um duro golpe para a carreira política do ex-prefeito do Recife, que era visto para 2030 como um possível sucesso de Lula (PT) entre as lideranças da esquerda.
Além deles, a disputa também tinha Renan (Missão), Ivan Moraes (Psol), Guilherme Fonseca (PSTU), Victor Assis (PCO), Professora Camila (UP) e Professor Jeremias do Banco (Democrata).
Campanha no Estado
A corrida eleitoral começou com João Campos em vantagem, mas o socialista sofreu uma reviravolta antes mesmo da largada oficial da campanha. O ex-prefeito do Recife liderava as pesquisas quando deixou a Prefeitura, em abril, mas Raquel Lyra passou à frente nos levantamentos seguintes e consolidou a virada nas pesquisas. Na última semana, no entanto, o cenário era de empate técnico entre Raquel e João.
Durante a campanha, a estratégia de Raquel foi evidenciar uma intensa agenda de obras, investimentos e visitas aos municípios. A duas semanas do 1º turno, no entanto, a campanha da governadora teve uma frente de tensão com a repercussão de uma fala de Raquel sugerindo que uma mulher fosse submetida ao procedimento de laqueadura sem saber. O fato revivido abalou a campanha de Raquel, mas a atuação administrativa da governadora manteve o capital eleitoral.
João Campos, por sua vez, não teve durante a campanha a exposição institucional de uma das principais vitrines políticas do Estado, que é o comando da Prefeitura do Recife, mas manteve uma grande força em razão dos feitos de sua gestão. Bastante atuante nas redes, o socialista também contou com a aliança formal entre PSB e PT e atraiu muitos eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O voto de eleitores de Lula, por sinal, permaneceu ao longo da campanha como um dos principais pontos da disputa. Embora João contasse com a aliança formal e concentrasse a maior intenção de voto entre os lulistas, Raquel também buscou esse eleitorado sem se colocar como adversária do presidente. A governadora manteve neutralidade embora seu partido tivesse Ronaldo Caiado (PSD) como candidato.
Sobre Raquel Lyra
Raquel Teixeira Lyra Lucena, de 47 anos, é natural do Recife (PE) e é formada em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Filha do ex-governador João Lyra Neto, atuou como delegada da Polícia Federal e procuradora do Estado antes de ingressar na política.
Foi eleita deputada estadual em 2010 e reeleita em 2014. Durante a gestão do ex-governador Eduardo Campos, pai de João Campos, Raquel foi secretária estadual da Criança e da Juventude entre 2011 e 2012. Em 2016, foi eleita prefeita de Caruaru e conquistou a reeleição em 2020.
Nas eleições de 2022, Raquel Lyra foi eleita governadora de Pernambuco, pelo PSDB, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Nas eleições de 2026, a vice de Raquel é Priscila Krause, que também é do PSD.