Durante o horário de votação no segundo turno da eleição presidencial, neste domingo, 25, o número de ônibus disponíveis em São Paulo foi 31,4% menor do que o total disponível nos dias úteis, entre 11h e 14h. As áreas mais afetadas são as periferias, especialmente as que votaram em maioria pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno.
As informações, compiladas pelo pesquisador Igor Novaes Lins, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), cruzam dados disponibilizados pela SPTrans, API Olho Vivo, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, a Prefeitura de São Paulo manteve parte da frota nas garagens neste domingo, dia da votação do segundo turno. O levantamento indica que a posição de cada ônibus da cidade, registrada a cada minuto pela API Olho Vivo e SPTrans, permite comparar a manhã da eleição com os dias anteriores.
O candidato mais afetado, segundo a pesquisa, foi Lula, em comparação com Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento aponta que, nos locais de votação em que Lula venceu no primeiro turno, 2.060.902 eleitores aptos votam em 466 locais onde a passagem de ônibus caiu 20% ou mais em relação ao sábado, 24.
Alvo de críticas, SPTrans alega “desafios operacionais”
Após notificação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) ontem, 24, que determina a SPTrans a colocar 100% dos ônibus municipais em operação neste domingo, a empresa alega que “a ampliação da frota em prazo tão reduzido impõe desafios operacionais concretos”.
A SPTrans também aponta que a notificação do TRE-SP foi enviada às 13h10 do sábado, com menos de 12 horas de antecedência em relação ao início da operação.