Em medida inédita, o Tribunal Superior Eleitoral prorrogou por duas horas o encerramento da votação no país, fixando o fechamento das urnas às 19h. A decisão foi do ministro Cristiano Zanin, relator de pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Com a determinação, a apuração dos votos, que havia começado, acabou interrompida. O cenário difere de pleitos anteriores, como o de 2022, quando solicitações semelhantes para estender o horário foram negadas pela Corte.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou uma medida inédita ao estender duas horas para o fechamento das urnas eleitorais em todo o País. A decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que foi sorteado relator após pedidos das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Com a decisão, as urnas serão fechadas neste domingo às 19 horas. A apuração chegou a começar a ser feita, mas foi interrompida logo após a decisão de Zanin.
No segundo turno da eleição de 2022, disputada entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, descartou estender o horário de votação após um pedido do PT que denunciava operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que estavam atrasando o deslocamento de eleitores, sobretudo no Nordeste, reduto eleitoral petista.
Em 2020, porém, houve o adiamento da data do segundo turno na eleição municipal do Estado do Amapá. O pleito estava marcado para o dia 15 de novembro, mas, por conta de um apagão no Estado, foi adiado para o dia 6 de dezembro (primeiro turno) e 20 de dezembro (segundo turno).
Na eleição de 2000, foi feito um pedido para que a eleição municipal fosse adiada em três horas por conta de um feriado judeu. A medida foi negada sob a alegação de que prejudicaria a realização da apuração dos votos.